Mercedes diz que Russell “foi acrobata” ao correr no Bahrein com “peça queimada”
Bradley Lord, diretor de comunicação da Mercedes, exaltou George Russell pela forma que lidou com problemas no W16 no GP do Bahrein. Carro teve até dispositivo carbonizado
A Mercedes revelou que deu início à investigação sobre as falhas técnicas que afetaram o carro de George Russell durante o GP do Bahrein. A equipe identificou um transponder de cronometragem carbonizado e problemas no sistema de brake-by-wire dos freios como os principais pontos de preocupação. Bradley Lord, diretor de comunicações da equipe, detalhou os problemas enfrentados pelo inglês.
Russell conseguiu cruzar a linha de chegada em segundo, após uma corrida marcada por perda de comunicação com os sistemas da F1, ativação manual do DRS e dificuldades na frenagem do W16. A Mercedes considerou a atuação impressionante dada a quantidade de ajustes que precisou realizar durante as voltas finais.
“Pela transmissão, parece que o problema começou nas últimas dez voltas. Na verdade, foi na metade da corrida que tivemos o primeiro sinal de falha. Chegamos de volta à fábrica com cerca de dez malas cheias de peças, incluindo um transponder da Formula One Management (FOM) completamente carbonizado”, explicou.
O transponder é um dispositivo eletrônico que transmite e recebe informações em tempo real, que fica instalado nos carros para monitoramento sem fio. Este equipamento também é utilizado na aviação, satélites e carros de rua que possuem equipamentos antifurto. A equipe percebeu a falha quando o nome de Russell sumiu da tabela de tempos.

“George ainda estava na pista, falando no rádio. Sabíamos que era um problema de cronometragem. E, como perdemos a comunicação com o sistema, foi preciso ativar o DRS de forma manual, com autorização da FIA”, relembrou.
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Além do problema no transponder, o carro também apresentou falhas no brake-by-wire, sistema eletrônico de frenagem. “Entramos no que chamamos de modo passivo, usando só os freios hidráulicos. Isso muda o comportamento do carro e sobreaquece os freios traseiros, que são menores. George teve de alternar manualmente entre os modos ativo e passivo cerca de 20 a 30 vezes nas últimas dez voltas, enquanto também pilotava sob pressão”, descreveu.
Outro momento delicado foi quando Russell ativou o DRS acidentalmente ao tentar usar o botão do rádio reserva. Lord concluiu com um elogio ao desempenho do piloto.
“Percebeu na hora, freou, fechou o DRS e seguiu. Foi isso que os comissários analisaram e decidiram que não havia motivo para punição. O que George fez foi como um acrobata girando pratos. Ter a presença de espírito para lidar com tudo isso, sem errar, segurando [Charles] Leclerc e Lando [Norris], foi uma performance incrível”, concluiu.
A Fórmula 1 realiza o GP da Arábia Saudita, em Jedá, entre os dias 18 e 20 de abril, quinta etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Às 10h30 (de Brasília, GMT-3) de sexta-feira (18), os pilotos realizam o treino livre 1. Depois, às 14h, retornam para o segundo treino livre. No sábado (19), o TL3 acontece às 10h30, ao passo que a classificação será às 14h. Por fim, no domingo (20), os pilotos disputam o GP da Arábia Saudita às 14h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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