Mercedes recorda 2017 e diz que McLaren “vai aprender com próprias experiências”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, mencionou que situação no GP da Hungria “expôs” pela primeira vez a McLaren, que “vai aprender com experiências”

O principal assunto após o GP da Hungria de Fórmula 1 foi a decisão da McLaren em deixar Oscar Piastri passar Lando Norris valendo a liderança da prova nas voltas finais. O comando foi obedecido pelo britânico, que havia feito um undercut no companheiro de equipe por conta da estratégia do time, que o chamou aos boxes primeiro para a segunda parada da corrida.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, foi perguntado em Budapeste sobre a polêmica situação e apontou que essa foi a primeira vez que a escuderia inglesa se encontrou em um cenário do tipo. Para o dirigente austríaco, a McLaren vai aprender conforme essas situações novas aparecem nas provas e os deixam expostos. 

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“Acho que você só consegue administrar as situações quando eventualmente se depara com elas. Você fica exposto. Foi a primeira vez que isso aconteceu com eles. Só aprendemos com as próprias experiências”, analisou. 

“Não tenho dúvidas de que Andrea [Stella] e Zak [Brown] têm uma liderança muito forte. Agora, é definir essa estrutura, o que acontece em cada uma dessas possíveis situações”, continuou. 

McLaren venceu na Hungria, mas corrida foi marcada por trapalhada (Foto: McLaren)

Norris, que está na segunda colocação do Mundial de Pilotos e diminuiu a vantagem do líder Max Verstappen, afirmou que pensou em ser egoísta e não deixar Piastri passar. Segundo Wolff, essa questão envolvendo a disputa do campeonato também é um ponto a ser analisado pela equipe. 

“Como administramos uma situação em que dois pilotos da mesma equipe podem vencer? Você gosta de somar pontos sem abrir mão do Mundial de Pilotos. Tenho certeza de que eles vão conversar e chegar a uma solução, como fizemos antigamente. São as primeiras regras de engajamento. Não queríamos mais chamar isso de ‘regras’, chamamos de ‘intenções de corrida’”, disse. 

O chefe da equipe alemã também lembrou de uma situação que ocorreu na época de ouro da Mercedes, também no Hungaroring. Em 2017, quando Lewis Hamilton disputava a ponta do Mundial de Pilotos com Sebastian Vettel, da Ferrari, o britânico deixou o então companheiro de equipe, Valtteri Bottas, passar e assumir a terceira posição. 

Toto Wolff (Foto: Marco Miltenburg/Racepictures)

Na ocasião, Hamilton perdeu pontos preciosos e um pódio, mas deixou Bottas passar depois do finlandês abrir a porta para o inglês tentar alcançar as Ferrari que lideravam. Sem sucesso, o agora heptacampeão restabeleceu a ordem. 

“Na Hungria, em 2017, tivemos a mesma situação com Hamilton e Bottas. Mantivemos nossos valores. Embora Lewis, naquela fase, estivesse na briga pelo campeonato, nós fizemos a troca. E acho que foi isso que a McLaren decidiu fazer hoje: o certo. Obviamente, agora eles estão discutindo com os pilotos o que farão daqui para frente”, afirmou. 

Agora, a Fórmula 1 volta às pistas neste final de semana, entre os dias 26 e 28 de julho, para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

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