Mercedes revela apoio de presidente da FIA em polêmica sobre motor: “Ele que manda”
Toto Wolff, chefe da Mercedes, lembrou que recebeu o apoio de Mohammed Ben Sulayem no projeto do motor de 2026 e disse que é o presidente da FIA quem tem a palavra final
A Mercedes ainda vive um impasse em relação ao desenvolvimento do motor de 2026, mas garantiu que atudou dentro das regras e sempre teve o apoio da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Durante coletiva de imprensa acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, o chefe da equipe, Toto Wolff, lembrou que sempre contou com o apoio do presidente Mohammed Ben Sulayem no que diz respeito ao projeto da unidade de potência.
A polêmica envolvendo os motores estourou em meados de dezembro, quando o portal inglês The Race publicou uma reportagem afirmando que duas fabricantes — Mercedes e Red Bull — haviam encontrado uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1 com a mudança no regulamento de 2026.
A taxa de compressão de um motor de Fórmula 1 é definida pela relação entre o volume máximo do cilindro — quando o pistão está no ponto mais baixo — e o volume mínimo — quando o pistão está no ponto mais alto. A possibilidade de ampliar essa janela de compressão resultaria em cerca de 15 cavalos de potência a mais — ou aproximadamente 0s3 por volta. A questão, no entanto, é que isso é medido apenas com o motor fora da temperatura ideal de funcionamento na pista, mas a taxa de compressão do motor alemão aumenta quando ele está aquecido.
Após pressão de Audi, Ferrari e Honda, a FIA considera fazer ajustes no regulamento para eliminar as áreas cinzentas. Porém, o chefe da Mercedes destacou que Sulayem, presidente do órgão regulador do esporte, é quem dá a palavra final e que sempre apoiou o projeto alemão.

“Acho que o lobby dos outros fabricantes de motores aumentou muito nos últimos meses. Quero dizer, reuniões secretas, cartas para a FIA, embora obviamente não exista nada secreto nesse meio. E isso levou a essa situação. Então, houve três reuniões que sabemos entre a FIA e os fabricantes de motores nas últimas duas semanas. Nada parece ter sido resolvido”, disse o chefe da Mercedes.
“Sempre tivemos o apoio de Mohammed Ben Sulayem. Curiosamente, ele é alguém que entende muito de motores e carros. E foi por isso que, da perspectiva dele, o regulamento estava claro e foi aplicado corretamente. Ele é o presidente da FIA. Ele tem todo o poder para participar do processo de tomada de decisões. No fim das contas, é ele quem manda”, finalizou o chefe da Mercedes.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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