Mercedes reitera permanência, mas projeta redução de orçamento pela metade em 2021

Ola Källenius, CEO da Daimler, empresa-mãe da Mercedes, entende que não há motivo para a marca deixar a Fórmula 1 e traçou um paralelo com o Bayern de Munique no futebol

ESPECIAL: Todas as 91 vitórias de Lewis Hamilton na Fórmula 1

Nas últimas semanas, a Daimler, empresa-mãe da Mercedes, tem reiterado que a equipe que vem dominando o Mundial de Fórmula 1 desde 2014 vai continuar no grid da categoria nos próximos anos, freando assim vários rumores sobre o futuro da organização no esporte. Mas o futuro, isso já para 2021, vai ser muito mais econômico.

Isso porque a Fórmula 1 vai adotar, pela primeira vez, o teto orçamentário para limitar os gastos, sobretudo das equipes maiores, e tentar fazer com que a categoria seja mais equilibrada, sem o abismo que separa times como Mercedes, Ferrari e Red Bull, de maior poderio financeiro, das suas pares no grid.

FÓRMULA 1; F1; MERCEDES; TOTO WOLFF; OLA KÄLLENIUS;
Toto Wolff ao lado do CEO da Daimler, Ola Källenius, que reforçou a permanência da Mercedes na Fórmula 1 (Foto: Steve Etherington/Mercedes)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

A partir do ano que vem, cada equipe vai poder gastar no máximo US$ 145 milhões (ou R$ 810 milhões, na cotação atual), mas não estão inclusos no teto custos de marketing, salários dos pilotos e os gastos com os outros três funcionários mais bem pagos de cada escuderia.

Segundo levantamento feito pelo site britânico RaceFans neste ano, a Mercedes teve um orçamento total em 2019 de US$ 425 milhões (ou R$ 2,37 bilhões), sendo inferior apenas ao da Ferrari, que gastou no ano passado cerca de US$ 435 milhões (ou R$ 2,43 bilhões).

Ola Kallenius, CEO da Daimler, falou à emissora britânica TV6. O executivo assegurou que a Mercedes vai continuar na Fórmula 1, mas terá uma abordagem um pouco diferente nos próximos anos.

“Não temos mais motivos para deixar a Fórmula 1 do que o Bayern de Munique se retirar do futebol”, ressaltou.

“Mas o ônus financeiro da empresa nos próximos três anos vai ser reduzido pela metade. E na Fórmula 1, nesse sentido, propomos metas mais agressivas do que em outras áreas da empresa”, disse o dirigente.

Os planos do chefão da Daimler estão voltados para buscar um alinhamento entre competitividade e uma filosofia de maior sustentabilidade, seja pela busca do carbono zero no programa da Mercedes para a Fórmula 1 e o incentivo ao uso de combustíveis sintéticos, algo que o Mundial vislumbra adotar a partir de 2023.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube