Por saúde financeira, F1 reduz teto orçamentário em R$ 167 milhões para 2021

Após reunião realizada nesta segunda-feira, Ross Brawn confirmou a redução no teto salarial da F1 em 2021. Dirigente afirmou que equipes intermediárias vão se beneficiar da medida que cortou US$ 30 milhões do valor inicialmente estipulado

A Fórmula 1 decidiu reduzir o teto orçamentário da temporada 2021 em US$ 30 milhões (R$ 167 milhões na cotação atual). O limite de gastos, antes estipulado em US$ 175 milhões (R$ 974 milhões), agora passa para a casa de US$ 145 milhões (ou R$ 807 milhões). A confirmação foi feita por Ross Brawn, diretor-esportivo da F1, nesta segunda-feira (4).
 

O teto não atinge certos gastos, como salários de pilotos e marketing. O corte foi realizado para ajudar as equipes no período de dificuldade financeira por conta do atraso do início do campeonato. 10 corridas foram canceladas ou adiadas.

 
Em teleconferência realizada nesta manhã, dirigentes da F1, da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e chefes de equipe discutiram as mudanças na estrutura financeira do esporte.
 
"Começamos com 175 milhões. Foi uma longa batalha para chegar lá, e com esta crise, vamos começar nos 145 milhões. Essa discussão realmente é mais profunda para os próximos anos", declarou Brawn à emissora inglesa Sky Sports.
Temporada da F1 é esperada para começar em julho, na Áustria (Foto: AFP)
O dirigente aposta que a F1 vai ser mais justa depois que entrar em vigor o novo Pacto da Concórdia, documento que rege as relações comerciais e também a distribuição de receitas no esporte, que vai valer a partir de 2021.
 
“Acho que vai haver um fundo de premiação muito mais equitativo no novo acordo. Portanto, as equipes do pelotão do meio, em particular, vão ficar bem melhor em termos da parcela do prêmio em dinheiro. Portanto, está sendo equilibrado em todas as direções, reduzimos o dinheiro que pode ser gasto na F1 e estamos melhorando a distribuição da premiação de maneira mais uniforme entre as equipes”, explicou.
 
“Uma boa equipe do meio do grid deve conseguir pódios, talvez uma vitória, e gerar um pequeno lucro. E, se conseguirmos isso, teremos um futuro muito sustentável”, previu Brawn.
 
A respeito da possibilidade de que a mudança dos regulamentos técnico e esportivo seja adiado por mais um ano, para além de 2022, Ross Brawn descartou. “Definitivamente, isso vai ser em 2022. Acho que algumas equipes pressionaram para adiar isso por mais um ano. Acho que há uma necessidade justificável de levar esses carros [atuais] para o ano que vem, porque estamos no meio disso”, citou o britânico ao falar sobre a pandemia do novo coronavírus.
 
“As iniciativas que estamos trazendo com esses novos regulamentos são para tornar o esporte mais viável economicamente em termos de complexidade, onde o dinheiro é gasto. Com os carros que temos agora, eles são muito complexos. Quanto mais você gasta, mais rápido você vai ser. E precisamos nivelar isso, essa inclinação, e criar uma situação em que o dinheiro não seja o único critério em termos do quão competitivo você vai ser”, salientou.
 
“Ainda queremos que as grandes equipes vençam. Temos de manter a integridade da F1. É um esporte que ainda tem de ter as melhores pessoas vencendo. O que podemos ter é uma forma competitiva de corrida no futuro com esse novo regulamento. E eles foram adiados por um ano, mas definitivamente vão chegar em 2022”, concluiu Ross Brawn.

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