Mesmo com desgaste grande de pneus, Pirelli diz que é possível fazer GP do México com parada única

Mesmo com a preocupação de um desgaste excessivo dos pneus, a Pirelli entende que é possível fazer o GP do México com uma única parada. E neste caso, seria imperativo o cuidado extremo com a borracha

A degradação dos pneus é um fator que chama atenção no Hermanos Rodríguez e que, definitivamente, pesou na hora da escolha da estratégia para a corrida deste domingo (27), no México. Tanto é assim que as principais equipes do grid – Red Bull, Mercedes e Ferrari – optaram por largar com os compostos ultramacios, ao invés do hipermacios – mais veloz, mas que dura pouco e tem alto desgaste. A questão é que se trata de uma prova de 71 voltas e de um pit-stop de considerável perda de tempo. Então, uma parada a menos pode significar a vitória na antepenúltima etapa da temporada 2018.
 
A fornecedora italiana até entende que a tática mais segura é a de visitar duas vezes os boxes. Saindo de pneus ultramacios, é possível fazer nove voltas na primeira parte da prova e aí mais dois stints, de 31 giros, com os supermacios – gama mais lenta, porém mais durável. Durante os treinos livres de sexta-feira, Brendon Hartley foi capaz de andar por 21 giros com o hipermacio, quatro a menos que Max Verstappen, por exemplo. Já Kimi Räikkönen andou por 31 voltas com os supermacios sem perder rendimento. 
 
A fabricante também acredita que, em ritmo de corrida, é possível minimizar em quase 50% a degradação dos pneus, daí a chance de um pit-stop, que seria algo como percorrer com os compostos roxos entre 15 e 18 voltas na parte inicial da corrida, para depois mudar para os supermacios e ir até o fim. É claro que demanda muito cuidado.
A Red Bull pode ser a equipe a arriscar uma parada única  (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“A peça chave em termos de estratégia para a corrida foi a escolha de pneus no Q2, que determina com que composto larga o piloto”, disse Mario Isola, chefe da Pirelli. “Sem nenhuma vantagem real de partir com os hipermacios, dado o nível de desgaste, as três primeiras equipes optaram pelos ultramacios”, completou.

 
“E aí se abre uma ampla combinação de estratégias para a corrida, com a possibilidade de um único pit-stop, mas se houver um grande cuidado”, emendou o italiano. 
GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do México de F1 neste fim de semana com a repórter Evelyn Guimarães.
 
E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br.

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