Schumacher diz ser “bom o suficiente” para F1 e cita poder de liderança “herdado do pai”

Piloto da Haas em 2021 e 2022, Mick Schumacher vai competir no WEC em 2024, mas afirma ter as habilidades necessárias para retornar à Fórmula 1

Para não ficar parado à espera por uma nova oportunidade na F1, Mick Schumacher vai competir no Mundial de Endurance (WEC) em 2024 pela Alpine, na classe de hipercarros. Mas apesar de celebrar a nova experiência, o jovem de 24 anos admitiu que ainda sonha em voltar à classe rainha do automobilismo, pois acredita ter as habilidades necessárias para isso que foram “herdadas do pai”, o heptacampeão Michael Schumacher.

Após conquistar o título da Fórmula 2 em 2020, Schumacher teve a grande oportunidade de estrear na categoria principal no ano seguinte, pela Haas. Rodeado de muitas expectativas — em grande parte por causa de seu sobrenome —, o jovem alemão teve uma primeira temporada complicada na Fórmula 1, ficando longe da zona de pontuação e sofrendo muitos acidentes, gerando prejuízos à sua equipe. Depois de ter um desempenho não muito melhor em 2022, o time de Gene Haas decidiu romper o contrato do filho de Michael e colocar o experiente Nico Hülkenberg em seu lugar para a temporada 2023.

Fora do grid, Mick encontrou refúgio na Mercedes, onde atualmente exerce a função de piloto reserva, mas não desistiu de retornar à elite do automobilismo mundial. “Sei que tenho as habilidades para isso. Sou bom o suficiente”, afirmou o alemão em uma entrevista ao Bild. “Mostrei isso na Fórmula 4, Fórmula 3 e Fórmula 2. O fato de ter vencido corridas e campeonatos é rapidamente esquecido”, destacou.

Uma das principais críticas que foram feitas pelo ex-chefe de equipe da Haas, Guenther Steiner, é o fato de Schumacher ter dado muitos prejuízos aos americanos por causa de seus acidentes. Exemplos disso são o GP da Arábia Saudita, em 2022, quando ele teve de ser hospitalizado após uma batida lateral em um dos muros da pista, e o GP de Mônaco, do mesmo ano, quando o seu carro partiu ao meio após se chocar contra a barreira de proteção na curva 16. Muitos acreditam que os erros foram cometidos por causa da pressão que Mick sentia para conquistar resultados convincentes para o time da Carolina do Norte. No entanto, ele mesmo nega que seja esse o problema.

Mick Schumacher sofreu forte acidente no GP de Mônaco (Foto: Steven Tee / LAT Images)

“Eu provei que, além de guiar, eu também aguento a pressão. E a Fórmula 1 não é tão diferente [das outras categorias]”, afirmou o ex-piloto da Haas.

Em relação à sua disputa por uma vaga no grid nos próximos anos, Schumacher acredita que “atualmente não há nenhum talento emergente das categorias juniores” que mereça uma oportunidade mais do que ele. Porém, ele sabe que o futuro depende totalmente de seu desempenho e resultados. “Eu não vou ganhar nada de graça. Sou eu quem tem de mostrar resultado”, confessou.

Ele ainda destacou uma qualidade que o diferencia dos demais: liderança. “O que faço de maneira um pouco diferente da maioria dos pilotos é – e provavelmente herdei isso do meu pai – que posso liderar uma equipe na direção certa”, disse ele.

“Sou um jogador de equipe que une as pessoas atrás de mim. Claro, estamos sozinhos na pista, mas vencemos em equipe. Poucas pessoas na Fórmula 1 têm essa mentalidade. Acho que isso seria uma vantagem para muitos chefes de equipe”, garantiu.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

:seta_para_frente: Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
:seta_para_frente:Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra, Escanteio SP e Teleguiado.