Schumacher aprova estreia no Brasil e vê batalha “realmente útil” contra Räikkönen

Mick Schumacher e Kimi Räikkönen se tocaram em disputa durante o GP de São Paulo e asa do alemão quebrou, mas piloto viu batalha entre os dois de forma positiva

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Mick Schumacher teve um bom começo no GP de São Paulo, disputado no último domingo (14), quando conseguiu subir para a 15ª posição após a largada, à frente de seu companheiro, Nikita Mazepin, e das duas Williams. No entanto, após um período de quatro voltas sob regime de safety-car, o alemão foi atacado por Kimi Räikkönen, e ambos se tocaram. Pior para Mick, que precisou voltar aos boxes para trocar a asa dianteira e despencou para o fundo do grid, onde acabou ficando até o final da prova.

O que restou para o jovem alemão foi lamentar o incidente e tirar alguma coisa boa, como, por exemplo, o fato de ter entendido um pouco mais sobre as regras do combate roda a roda na F1.

“É chato porque acho que definitivamente tínhamos o ritmo certo para estar na frente da Williams, então é lamentável”, admitiu Schumacher. “Mas aprendemos com essas coisas e acho que a pequena batalha que tivemos foi realmente útil e agora eu sei onde está o limite. Obviamente, acho que esses nessas curvas de sequência esquerda-direita é natural que todos queiram obter o máximo de espaço”, disse o alemão, que terminou o GP de São Paulo na 18ª posição.

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Mick Schumacher acabou tendo incidente com Räikkönen que prejudicou sua corrida (Foto: Haas F1 Team)

“Acho que tocamos as rodas primeiro e, então, deslizei e minha asa frontal foi atingida”, explicou. “É uma pena, mas ainda assim há muitos aspectos positivos que podemos levar, e devo dizer que realmente gostei de pilotar aqui”, encerrou.

Companheiro de Schumacher na Haas, Nikita Mazepin conseguiu um resultado inédito em Interlagos: pela primeira na temporada — que representa o ano de estreia tanto para o russo quanto para o alemão —, o piloto conseguiu cruzar a linha de chegada à frente de Mick, em 17º.

“Tive um bom dia”, concluiu Mazepin. “Minha largada não foi a melhor, consegui sair bem, mas patinei um pouco, então nas duas primeiras curvas foi difícil de ultrapassar alguém. Mas então tive uma boa virada na curva quatro e depois acho que cuidem bem dos pneus nas primeiras voltas, a equipe fez um grande trabalho me dando um carro que funcionou bem no início”, reconheceu.

Nikita Mazepin parado nos boxes da Haas durante disputa do GP de São Paulo (Foto: Haas F1 Team)

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Apesar do bom início na corrida, Mazepin passou a ter dificuldades conforme a disputa foi se desenrolando, com um carro que é indiscutivelmente o pior do grid da Fórmula 1 no momento — é a única equipe que ainda não conseguiu somar pontos na classificação em 2021. O russo disse ter conseguido melhorar o rendimento na parte final da corrida, mas não acredita que existiam muitas possibilidades para a Haas na disputa.

“Tive um pouco de dificuldade na metade, mas pude me recuperar no final da corrida”, afirmou. “Fiz os movimentos quando precisei fazer, e então obviamente tiveram alguns safety-car virtuais. Tentamos maximizar, e não acho que tinha muita coisa a mais para tentarmos”, encerrou.

A Fórmula 1 volta a acelerar já neste final de semana, com a disputa do GP do Catar programa para acontecer entre os dias 19 e 21 de novembro.

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