Montezemolo defende trabalho à frente da Ferrari e critica Marchionne por fazer “gratuitas e infundadas acusações”

Luca di Montezemolo reagiu às recentes declarações de Sergio Marchionne, que afirmou que a escuderia está pagando por decisões erradas tomadas por outros. Ex-presidente da Ferrari declarou que o atual comandante de Maranello fez “gratuitas e infundadas acusações”

A amor na Ferrari parece mesmo ter acabado. Ex-presidente da fábrica de Maranello, Luca di Montezemolo não gostou nada das declarações dadas por Sergio Marchionne, novo comandante da marca vermelha, e reagiu de forma severa ao que chamou de “gratuitas e infundadas acusações” sobre o período em que deu as cartas na Itália.
 
Em setembro, Montezemolo anunciou que deixaria o posto de presidente da Ferrari após 23 anos e foi substituído por Marchionne, que ocupa o cargo de diretor-executivo do Grupo Fiat, que é proprietário da icônica marca italiana. Em 2014, a escuderia viveu uma temporada bastante difícil e não conseguiu vencer uma única corrida, o que não acontecia desde 1993.
Montezemolo reagiu às críticas de Marchionne (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Dias atrás, Marchionne afirmou que a Ferrari está pagando por erros cometidos nos últimos anos e responsabilizou decisões estratégicas “tomadas por outros” por ter começado a trabalhar no carro do próximo ano tarde.
 
Falando à agencia italiana ‘ANSA’, Montezemolo respondeu às declarações de Marchionne, sugerindo que merece mais respeito pelo trabalho que fez ao longo dos últimos 23 anos.
 
“Eu não tinha a intenção de alimentar esta discussão, por conta do profundo amor que tenho pela Ferrari, pelo respeito merecido por todos que trabalham lá agora e pelos que trabalharam e venceram nos mercados e nos circuitos”, declarou. “Nessas últimas semanas, entretanto, eu ouvi reiteradas, gratuitas e às vezes infundadas acusações. Não quero cair em tais provocações”, seguiu.
 
“O sucesso no esporte, mais numeroso do que aquele conquistado por qualquer outro time, a força e o prestigio que a marca construiu no mundo, e os resultados financeiros que foram fundamentais para o grupo FCA [Fiat Chrysler Automobiles] e que este ano foi o melhor da história da companhia, falam por si só”, defendeu. “Acredito que o Natal vai acalmar o espírito e trazer um melhor julgamento”, ironizou.
CORRIDA DO MILHÃO ALTERA ANO, E STOCK CAR FECHA 2014 COM PRIMEIRO TÍTULO DE BARRICHELLO
Desde a conquista da F3 Inglesa em 1991 que Rubens Barrichello não sabia o que era gritar campeão. O destino do piloto de 42 anos começou a mudar no dia 3 de agosto, com a vitória na Corrida do Milhão, em Goiânia, que marcou o início de uma sequência que o levou ao título da principal categoria do automobilismo nacional. A trajetória da categoria nacional é o tema desta quarta-feira (24) da RETROSPECTIVA 2014 do GRANDE PRÊMIO
 
EM ANO DE MÁRQUEZ, MOTOGP FOGE DA MONOTONIA COM RENASCIMENTO DE ROSSI

Depois de surpreender o mundo do esporte com uma estreia espetacular, Marc Márquez voltou mais forte em 2014 e estendeu seu domínio na MotoGP. Mesmo com renascimento de Valentino Rossi e recuperação de Jorge Lorenzo, o piloto da Honda venceu as dez primeiras provas do ano — 13 no total —, mas não tornou o Mundial monótono.

Leia a RETROSPECTIVA MOTOGP 2014 no GRANDE PRÊMIO.

MELHORES DO ANO

E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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