Na Garagem: Massa leva ‘molada’ em acidente mais grave da carreira na Hungria

Há exatos 15 anos, em 25 de julho de 2009, Felipe Massa vivia um dos episódios mais terríveis de sua carreira na Fórmula 1 ao ser atingido por mola que se soltou da Brawn de Rubens Barrichello

O GP da Hungria de 2009 mudou para sempre a carreira de Felipe Massa. Depois do auge vivido no ano anterior, quando passou muito perto de ser campeão mundial em Interlagos, o brasileiro foi acertado por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello, atingindo em cheio o capacete do piloto da Ferrari.

Na segunda parte da tomada de tempos em Hungaroring, uma mola da suspensão da Brawn de Barrichello se desprendeu e voou diretamente para cima de Massa. O impacto, equivalente a 150 kg, furou o capacete do piloto e o deixou desacordado. Felipe passou reto na curva e atingiu a barreira de pneus. O susto e a apreensão tomaram conta de todos, desde os presentes em Budapeste, até quem acompanhava a importante classificação pela televisão.

A peça regulava a altura do carro em relação ao solo e pesava aproximadamente 5 kg. O peso foi suficiente para causar um estrago no capacete do brasileiro e passar perto de até de tirar sua vida na pista, pela força com que chegou em Massa.

Socorrido às pressas na pista, o brasileiro sofreu um corte de 8 cm no supercílio. Mais tarde, a notícia foi pior: Felipe havia sofrido uma fratura no crânio e uma pequena lesão cerebral. Acordado e com todos os sinais vitais, primeiramente foi levado ao centro médico de Hungaroring, antes de ser transportado de helicóptero ao Hospital Militar de Budapeste. Lá, passou por cirurgia para a retirada de um fragmento de osso do rosto e ficou sedado na UTI.

Mola atingiu cabeça de Massa após se soltar do carro de Barrichello (Foto: Reprodução/F1)

Até então, a temporada de Massa já não era das mais fáceis na Fórmula 1. Depois do vice-campeonato em 2008, o ferrarista estava sofrendo para conseguir entregar bons resultados nas primeiras corridas da temporada e havia abandonado em três das etapas anteriores. O brasileiro só subiu ao pódio em Nürburgring, ao concluir o GP da Alemanha em terceiro, atrás apenas dos carros da Red Bull. A Hungria poderia ser o início de uma reação da Ferrari, mas quase acabou em uma tragédia que marcaria para sempre a história do esporte a motor.

Inicialmente, os médicos foram cautelosos e classificaram a situação de Massa como “perigosa, mas estável”. O piloto continuou em coma induzido, mas a recuperação começou a ser acelerada e, na semana seguinte, Felipe foi liberado para voltar ao Brasil. Além do apagão, a cicatriz do acidente na cabeça de Massa foi uma placa de titânio introduzida em seu crânio.

Como a temporada precisava continuar, a equipe de Maranello foi atrás de um substituto e chegou a cogitar o retorno do multicampeão Michael Schumacher, mas quem assumiu o volante foi Luca Badoer, então eterno piloto de testes dos italianos. Depois, o carro passou pelas mãos de Giancarlo Fisichella, que vivia fase inspirada na modesta Force India até o fim do campeonato, mas nenhum dos dois conseguiu sequer pontuar com o carro do brasileiro.

Felipe voltou à Fórmula 1 no início de 2010, mas em um novo cenário, tendo Fernando Alonso como companheiro e, em um carro não tão competitivo, jamais voltou a vencer na categoria, apesar de ainda ter conseguido alguns pódios vestindo vermelho. O último top-3 do brasileiro foi no GP da Itália de 2015, com a Williams.

Massa voltou às pistas em 2010, mas não conseguiu mais vencer na Fórmula 1 (Foto: Ferrari)

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