Na Garagem: Vettel começa por Cingapura série de vitórias rumo ao tricampeonato

Sebastian Vettel venceu o GP de Cingapura em 23 de setembro de 2012 e iniciou a reação para buscar o tricampeonato, disputando a taça naquele ano com o espanhol Fernando Alonso, então na Ferrari. Alonso foi apenas o terceiro na etapa em Marina Bay

Quando a F1 chegou a Cingapura, em 23 de setembro de 2012, para iniciar uma série de cinco corridas pela Ásia, Fernando Alonso, da Ferrari, liderava a tabela com 179 pontos. Lewis Hamilton, então na McLaren, tinha 142 pontos e o surpreendente Kimi Räikkönen, da Lotus, vinha em terceiro, a apenas um ponto do inglês da McLaren.
 
Em uma temporada discreta, Sebastian Vettel aparecia somente em quarto na classificação. O alemão da Red Bull somava 140 pontos e estava quase duas vitórias atrás do espanhol. Com só seis corridas para o fim do campeonato, Alonso tinha uma chance real de dar fim aos dois anos de domínio da Red Bull.
 
Foi uma temporada peculiar, com sete pilotos de cinco equipes diferentes vencendo as sete primeiras provas. Equilíbrio semelhante só foi verificado em 1982, quando 11 pilotos diferentes venceram em 16 etapas. O ano de 2012 também viu o maior número de campeões mundiais em ação: seis, que somavam 14 títulos.
 
Tamanho equilíbrio permitiu a Räikkönen se colocar entre os ponteiros do campeonato mesmo sem vencer nas 14 primeiras provas — o homem de gelo só venceria em Abu Dhabi, 18ª etapa — e, principalmente, a Alonso liderar o Mundial sem ter o melhor equipamento. Sem quebras e contando com a irregularidade de Vettel na primeira metade da temporada, o então ferrarista contabilizava 44 pontos de vantagem sobre o bicampeão após o GP da Alemanha, na metade da temporada.
Fernando Alonso chegou a Cingapura como líder da F1 em 2012 (Foto: Ferrari)
Durante os treinos em Marina Bay, quem se deu melhor foi Hamilton: com o tempo de 1min46s362, o inglês ficou com a pole. Fechando a primeira fila, Pastor Maldonado, da Williams, com a marca de 1min46s804. Vettel apareceu em terceiro e Jenson Button, mostrando a adaptação da McLaren ao traçado asiático, foi quarto. Räikkönen não foi bem e largou apenas em 11º.
 
Antes da largada, uma homenagem singela: um minuto de silêncio por Sid Watkins, médico da F1 por mais de 20 anos. O doutor inglês havia morrido no intervalo entre as corridas de Itália e Cingapura, e a FIA resolveu prestar uma merecida homenagem.
 
Quando as luzes se apagaram na reta, Maldonado jogou fora todo o esforço feito nos treinos e perdeu sua posição para Vettel e Button. Hamilton manteve a ponta sem problemas, usando venezuelano como escudo. Felipe Massa, que saíra do 13º lugar, sofreu um furo de pneu e caiu para o fim do pelotão.
 
O GP de Cingapura costuma ser uma corrida longa, com várias entradas do safety-car e as estratégias de paradas nos boxes são fundamentais em Marina Bay. E em 2012 não foi diferente. Até a volta 23 não houve alterações na ponta, com Vettel comboiando Hamilton. Nesse giro, a caixa de câmbio do inglês quebrou e o alemão herdou a liderança. A quebra deixou Lewis ainda mais distante do título.
 
Bastaram apenas dez voltas, e outra interrupção na prova: Narain Karthikeyan bateu o seu HRT em um local perigoso e carro de segurança foi acionado. Apenas seis passagens depois, o safety-car iria novamente dar o ar da graça pela pista: Michael Schumacher errou a freada e encheu a traseira de Jean-Éric Vergne, num acidente com imagens fortes: a Mercedes do veterano alemão subiu em cima da Toro Rosso do jovem francês. 
 
Os pilotos aproveitaram para fazer seus últimos pit-stops e, quando o safety-car deixou a pista, já na volta 43, muitos acreditavam que a corrida não teria as 61 voltas previstas. Com tantos entreveros, o GP de Cingapura acabaria no limite de tempo de duas horas. Em oito edições, a etapa asiática nunca durou menos de 1h56.
Sebastian Vettel venceu em Cingapura em 2012 (Foto: Red Bull)
Essa sensação se revelou certeira: Vettel venceu ao receber a bandeirada na 59ª volta. Button foi segundo e chegou 9s8 atrás do piloto da Red Bull. Alonso foi terceiro e embolsou 15 pontos, mantendo 29 de vantagem para o rival na tábua de classificação. Com Mark Webber e Lewis Hamilton fora da zona de pontuação e Kimi sendo apenas sexto em Marina Bay, a luta pelo campeonato ficava restrita a Alonso e Vettel.
 
Até hoje, Vettel é o maior vencedor do GP de Cingapura, com quatro vitórias em oito edições dessa prova. Hamilton tem duas vitórias e Alonso ficou com as outras duas conquistas. O circuito de Marina Bay, junto com o de Suzuka, é a pista onde o tetracampeão mais venceu na F1.

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