“Não podemos ter brita em todos os lados”, enfatiza diretor de provas da FIA após Mugello

O GP da Toscana levou os fãs da Fórmula 1 para uma volta ao passado por ter sido realizado em um circuito com as famosas caixas de brita. Foi lá, por exemplo, que Max Verstappen ficou após ter sido envolvido em incidente na primeira volta. Mas Michael Masi ressalta que nem toda pista pode contar com tal área de escape

O fim de semana do GP da Toscana provocou uma verdadeira comoção nas redes sociais. O circuito de Mugello, palco da nona etapa da temporada 2020 e incluído de última hora no calendário, é uma pista à moda antiga e caracterizada, além os trechos velozes, curvas seletivas, subidas e descidas, também pelas caixas de brita nas áreas de escape, algo incomum na Fórmula 1 de uns anos para cá. Isso porque a maioria dos circuitos que recebe a categoria hoje conta com áreas de escape asfaltadas, em processo de modernização e adaptação dos autódromos.

No entanto, a reação dos fãs e também de muitos pilotos do grid, favoráveis à caixa de brita, foi recebida de forma contida por Michael Masi. O diretor de provas da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a Fórmula 1 avisou que, apesar do sucesso que a brita fez em Mugello.

As caixas de brita de Mugello agradaram pilotos e fãs. Mas a FIA freou a empolgação (Foto: Racing Point)

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“Não podemos ter brita em todos os lados. Não é que uma coisa valha para tudo”, avisou o australiano em afirmação veiculada pela revista britânica Autosport.

“Como disse várias vezes, precisamos encontrar as soluções corretas com cada um dos donos e administradores dos circuitos, e vamos continuar assim. Já falamos com os pilotos”, afirmou.

Mas é fato que a caixa de brita caiu no gosto dos pilotos. Nomes mais jovens, como o caso de Carlos Sainz, da McLaren, chegaram a reclamar recentemente das áreas de escape asfaltadas de Spa-Francorchamps e disse que, em tais condições, o piloto não é punido quando comete um erro. Diferente do que foi em Mugello.

“Acho que é incrível voltar a ver as áreas de escape com brita. É provável que isso dê à FIA certa confiança de que essas áreas de escape funcionem para salvaguardar os limites de pista e todos esses problemas que temos em outros circuitos, de modo que foi bom vê-las”, ressaltou o piloto da McLaren.

Sebastian Vettel, piloto com mais bagagem na Fórmula 1, não escondeu o apreço pelas caixas de brita nos circuitos da Fórmula 1. “Como piloto, prefiro o fato de que, quando você sai da pista, isso te puna”.

Experiente, o ainda piloto da Ferrari fala em conversar com a FIA para buscar uma solução híbrida para as áreas de escape, sugerindo um misto de asfalto e brita.

“Talvez possamos conseguir uma solução intermediária, como primeiro ter uma faixa de brita que faça com que não tenha sentido escapar e, depois disso, ter asfalto para ter menos margem para escapar e fazer com que os fãs estejam mais perto da pista. Isso tornaria muito mais seguro para nós porque iria fazer desacelerar o carro se perdemos o controle. Mas não é um tema fácil”, reconheceu.

Uma das ‘vítimas’ das caixas de brita em Mugello no último domingo de GP da Toscana foi Max Verstappen. Envolvido em uma confusão na primeira voltas da corrida, o holandês foi parar na área de escape, acelerou, mas de lá não saiu com o carro da Red Bull, abandonando a disputa, assim como o francês Pierre Gasly, vencedor do GP da Itália uma semana atrás com a AlphaTauri.

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