Hülkenberg critica regra “bem ampla” da FIA sobre palavrões: “Não há nada de desumano”
Nico Hülkenberg foi mais um piloto a questionar as novas diretrizes impostas pela FIA e disse que está curioso para ver como a entidade pretende implementá-las
Depois de Max Verstappen e George Russell se unirem para pedir “bom senso” à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por causa das novas diretrizes relacionadas aos xingamentos na Fórmula 1, agora foi a vez de Nico Hülkenberg se manifestar sobre o assunto. Para o piloto de 37 anos, as recentes determinações impostas pela entidade que comanda o esporte a motor não fazem o menor sentido.
A polêmica alteração no Código Esportivo Internacional diz respeito ao acréscimo feito no artigo 12.2.1. O apêndice padroniza as sanções que poderão ser aplicadas a pilotos das categorias que estão sob o guarda-chuva da federação presidida por Mohammed Ben Sulayem em caso de “uso de palavras, ações ou escrita que causem lesão moral”, “má conduta”, “demonstrações políticas e religiosas” e “desrespeito a instruções sobre a participação de cerimônias oficiais”.
Uma multa de € 10 mil (R$ 61 mil, na cotação atual) será aplicada para a primeira incidência. Porém, o regulamento também indica que elas podem ser quadriplicadas quando se trata da F1, chegando a € 40 mil (R$ 246 mil). Uma segunda incidência renderá multa de € 80 mil (R$ 492 mil) e suspensão de um mês, enquanto uma terceira resultará em multa de € 120 mil (R$ 739 mil) e dedução de pontos no campeonato.
“Estou um pouco surpreso e, honestamente, não entendo muito bem por que precisamos dessa regra, os motivos de ser necessária. Estou curioso para ver como a FIA pretende implementá-la, mesmo que alguém a critique. A forma como essa regra foi formulada é bem ampla”, disse Hülkenberg em entrevista ao Motorsport Magazin.

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“No passado, nunca ouvi pessoas, torcedores ou alguém de fora da categoria reclamando sobre a maneira como os pilotos de F1 se comunicam ou que somos maus modelos a serem seguidos. Pelo contrário, acho que as pessoas adoram ver as emoções nos atletas e também vê-los dizer o que pensam e como se sentem”, continuou, antes de dizer que a questão do palavrão é quase algo criado pela própria categoria, já que os pilotos precisam dar entrevistas logo que saem da pista.
“Também é algo meio natural na F1. Se compararmos com outros esportes, quase não existe um esporte em que todos os atletas apareçam diante de 15 câmeras de TV e jornalistas imediatamente após a competição. Ainda estamos cheios de adrenalina e não há nada de desumano em emoções elevadas no calor do momento e usar uma palavra que normalmente não usaríamos”, explicou.
No entanto, mostrou certa tranquilidade ao falar sobre as chances de receber uma punição, pois, de acordo com ele, jamais ficou conhecido por xingar muito durante as entrevistas. “Quando olho para a minha carreira, nunca fui alguém que se qualificaria para essa regra. Não sou conhecido por isso”, encerrou Hülkenberg.
Com o período de testes coletivos oficialmente encerrado, a próxima atividade da Fórmula 1 é a estreia da temporada, no GP da Austrália. A etapa está programada para acontecer entre os dias 14 e 16 de março, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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