Norris põe mão na massa e ajuda McLaren a desmontar carro após GP da Hungria

“Se você quer ir rápido, ande sozinho. Se você quer ir longe, ande junto”. Lando Norris deu uma lição de humildade e de espírito coletivo ao ajudar os mecânicos da McLaren desmontar seu carro depois da corrida em Hungaroring e empacotar o material antes do retorno para a Inglaterra

Lando Norris tem sido um dos grandes nomes da Fórmula 1 em 2020. E mesmo num fim de semana em que ficou longe das atuações notáveis no Red Bull Ring, o inglês de 20 anos chamou a atenção pela atitude humilde e pelo senso de espírito coletivo. Depois de fazer “a pior largada da vida” ao partir em oitavo no GP da Hungria, como ele mesmo definiu, Norris despencou no grid após o pit-stop, caiu para 18º, ganhou algumas posições, mas cruzou a linha de chegada em 13º. Minutos depois, o quarto colocado no Mundial de Pilotos, com 26 pontos, colocou a mão na massa e ajudou os mecânicos da McLaren a desmontar seu carro e empacotar o material antes do retorno da equipe para a Inglaterra.

O cronograma apertado da Fórmula 1 começou com três corridas em três finais de semana consecutivos desde 5 de julho com os GPs da Áustria e Estíria, no Red Bull Ring, e o da Hungria, no último domingo, no circuito de Hungaroring. O calendário prévio da Fórmula 1 prevê, pelo menos, outras duas rodadas triplas, o que torna a vida dos mecânicos muito mais difícil e cansativa.

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Lando Norris coloca a mão na massa e ajuda mecânicos da McLaren a desmontar carro depois do GP da Hungria (Foto: Lando Norris/Twitter)

“Se você quer ir rápido, ande sozinho. Se você quer ir longe, ande junto. Três longas semanas para minha equipe. Achei que eles poderiam usar mais algumas mãos”, escreveu Norris nas suas redes sociais em legenda que ilustra a foto do piloto ajudando a desmontar o carro depois da corrida no circuito magiar.

Norris se mostrou grato pelo esforço da McLaren do início ao fim. E evitou culpar os mecânicos pela parada para troca de pneus que o fez cair de 13º após a largada para a 18ª colocação. Lando se culpou mesmo pela largada, realizada com a pista ainda bastante úmida.

“A equipe fez um bom trabalho. Talvez o pit-stop não tenha sido tão incrível, mas não me custou nada. Acho que fui eu quem decepcionou a equipe em termos de provavelmente ter a pior largada da minha vida. Estraguei tudo, e é uma pista muito difícil para ultrapassar. Não pude fazer mais nada depois disso. Tentei reagir, mas o 13º foi o melhor que eu pude fazer”, lamentou.

Ao falar sobre o balanço deste início da temporada, Norris se disse muito satisfeito com os resultados, mas entende que ainda há vários pontos em que precisa evoluir enquanto piloto. “Se olhar para o cenário geral, ainda acho que foram três semanas muito positivas. Dentre as coisas que eu queria melhorar como piloto, me saí muito melhor. Mas ainda não sou o piloto que preciso ser. Ainda cometi um erro hoje, o que provavelmente não me custou muitos pontos. Provavelmente, estaria onde Carlos esteve, talvez marcando 1 ou 2 pontos, no máximo”.

“Portanto, não é o fim do mundo. Mas acho que, a longo prazo, você quer pontuar sempre que tiver a oportunidade. E acho que hoje tivemos a chance de marcar 1 ou 2 pontos, o que pode custar bastante no fim da temporada. Portanto, são os detalhes mais delicados”, salientou.

“As duas corridas foram perfeitas. Este aqui foi a primeira em que cometi um erro, e foi um grande erro. Vamos analisar tudo das três últimas semanas, e aí vamos tentar fazer um trabalho melhor em Silverstone”, concluiu.

As próximas duas provas da temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1, os GPs da Inglaterra e do Aniversário de 70 anos da Fórmula 1, vão ser na casa de Norris, Silverstone, nos dias 2 e 9 de agosto, respectivamente.

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