F1

Novamente fora do Q3, Gasly admite que está “desconfortável” em “imprevisível” carro da Red Bull

Pierre Gasly vive um pesadelo de começo a Red Bull. Sem pontos e nenhuma participação no Q3, o piloto francês deixou claro que não conseguiu ainda se encontrar com o carro no Bahrein. Já Max Verstappen classificou melhor, no quinto posto, mas também evidenciou que o rendimento não é o esperado

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
O começo de temporada de Pierre Gasly é de extrema dificuldade. Pela segunda vez em duas etapas, o francês larga atrás do top-10. Sem pontos no campeonato, Gasly sai no 13º posto no GP do Bahrein. Após as atividades deste sábado (30), deixou claro: não está conseguindo guiar o carro como gostaria. 
 
Gasly afirmou que desde o princípio do fim de semana não consegue se encontrar com o bólido. É pior do que na Austrália, inclusive. 
 
"Acredito que desde o começo do fim de semana nós tivemos dificuldades, especialmente com meu carro, na traseira. Tentamos muitas coisas, mas o carro não melhorou. É justo dizer - em especial nesse fim de semana, em Melbourne estava OK - que não me sinto confortável, sobretudo a traseira", disse.
 
"Estou patinando muito. É bem imprevisível. Não deu para colocar tudo junto e, quando tudo está tão apertado assim, acredito que ficamos fora do Q3 por 0s6. O custo é grande", seguiu.
Pierre Gasly (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
O desempenho é surpreendente porque Gasly, em sua estreia no Bahrein pela F1, em 2018 foi o grande nome da corrida. Levou a Toro Rosso ao quarto lugar com uma atuação impecável.
 
"Diria que ano passado eu senti que fiz tudo que era possível com o carro no Bahrein, mas até o momento eu simplesmente não estou conseguindo guiar como quero. Como digo, está tudo bem imprevisível. Às vezes eu viro, nada acontece; na próxima curva, viro de novo: perco a traseira. Está totalmente imprevisível", seguiu.
 
"Tentamos algo na classificação que não melhorou o carro. Preciso de mais tempo com os engenheiros para conversar sobre o que podemos fazer para tornar o carro mais consistente para que possamos pelo menos prever o que vai acontecer. No momento, é mais essa imprevisibilidade que dificulta para mim", falou.
 
"Acredito que Max está mais feliz, mas provavelmente nada perfeito. Para mim, a sensação é que [o carro] não faz o que quero no meio e especialmente na saída das curvas", encerrou.
 
Max Verstappen, ao contrário, larga no quinto lugar. Mas também admite que a Red Bull tem muitos problemas a resolver. 
 
"Tivemos dificuldades com o equilíbrio do carro neste fim de semana, especialmente com as mudanças para os pneus macios. Tive muita saída de frente na classificação, o carro estava escorregando muito quando eu diminuía a potência. Isso fez difícil antecipar o que era necessário em termos de equilíbrio e como abordar cada curva", afirmou.
 
"Minha volta no Q3 foi de tudo ou nada, e acho que fiz o que era possível. Não estou feliz de estar atrás de Ferrari e Mercedes, mas fico quase satisfeito em ser o quinto colocado, porque depois do Q1 e do Q2 parecia que não brigaríamos por isso. Vai ser interessante amanhã, mas devemos ser mais competitivos nas simulações de corrida com pneus médios até agora", encerrou.
 
O GRANDE PRÊMIO acompanha o GP do Bahrein, no domingo, EM TEMPO REAL. A largada está marcada para as 12h (de Brasília).