Opinião GP: Massa vive aposentadoria mais curta da história e põe carreira em risco entre a glória e o fiasco

A opção de Nico Rosberg por se retirar depois do título tirou o sossego programado de Felipe Massa. Desde então, sua vida viveu o dilema da possibilidade do retorno à F1 justamente na casa que havia dispensado, a Williams. Agora, o brasileiro vai ter sua carreira analisada como a de um novato em 2017: ou tem um desempenho digno de aplausos ou cai no limbo

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DA F1 uma aposentadoria foi tão curta. Daquele domingo do GP de Abu Dhabi até a última segunda-feira, dia em que o contrato foi assinado, Felipe Massa ficou 22 dias na condição de ex-piloto da categoria. Se pensava em uma série de viagens com mulher e filho, todos os planos foram derrubados quando, no quinto destes dias, o inferno da Mercedes ficou evidente com a decisão de Nico Rosberg. Desde então, o telefone de Massa não parou mais de receber ligações e mensagens.
 
Só não se imaginava, naquele primeiro momento, que Massa seria alvo da equipe da qual havia se livrado. Era muito mais natural que o nome dele estivesse dentre os interessados de Toto Wolff e Niki Lauda. De postura mais tranquila, Felipe seria um complemento ideal a Lewis Hamilton, um ‘sossega-leão’ para quem tem reclamado quase que diariamente do tratamento dado na temporada em que perdeu para o ex-amigo e rival alemão. Além disso, a Mercedes não precisaria pagar multas nem fazer concessões para mexer em peças das outras equipes.
Felipe Massa (Foto: Glenn Dunbar/Williams)

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Diante da decisão da Mercedes por Valtteri Bottas, em detrimento de Pascal Wehrlein, a Williams se sentiu lisonjeada, mas com um problema a solucionar: pegar um piloto supra-25 que tivesse a experiência suficiente para tocar um novo projeto como o de 2017 e capaz de empurrar o rebento Lance Stroll. Era Massa ou Jenson Button. E logo o inglês foi rechaçado porque a F1 não lhe faz mais parte.
 
O negócio, então, era convencer Massa a voltar. Porque, a princípio, ficaria estranho – como para muitos está – explicar alguns pontos: quem está por dentro do que se passou sabe que Felipe parou porque não tinha mais chances de ter um carro competitivo e voltar a vencer; quem está por fora alegou desde que o GRANDE PRÊMIO revelou a assinatura do contrato de que tudo não passou de uma jogada de marketing – e denota que está muito por fora, mesmo. Fala-se que a chegada de Paddy Lowe, ex-Mercedes, foi um ponto a se considerar. E a oferta financeira também não é de se jogar fora: € 6 milhões, ou R$ 21 milhões, caem bem na conta.
 
As questões são: como o Massa que já dava a F1 como página virada e via a carreira entre WEC, DTM ou F-E volta a ler esta página? É só um ‘mandato-tampão’ até que tudo se ajeite ou há chance de, em curtindo a nova chance, seguir em 2018? E se tomar pau de Stroll, largar tudo no meio do ano é plausível?
Massa dá entrevistas após a corrida (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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Primeiro que, se Massa tivesse de fato alguma oferta de outra categoria, teria declinado a proposta da Williams. A volta atrás de quem estava 100% feliz também tem a ver com o fato de que 1) o WEC está minguando, pelo menos na LMP1, com a saída da Audi; 2) o DTM está minguando e tanto Audi quanto BMW já anunciaram equipes e pilotos, seis e não mais oito por montadora; 3) a F-E está em curso e só termina em junho. A chance de Massa ficar parado por muito tempo era enorme.

 
Felipe deve tratar, sim, como um retorno de um ano. Nesta condição, teria, ao menos, um tempo maior para negociar seu salto para outro campeonato, que seja um dos três supracitados ou qualquer outro. Mas vai que cai como uma luva num carro que deve, sim, ser a seu feitio, com maior aderência mecânica; aí, renovar passaria a ser uma mera casualidade. Há uma chance, claro, de queimar o filme: quem teve uma despedida como aquela de Interlagos pode não ser digno dos mesmos aplausos se tiver um ano decepcionante.
 
Fato é que tão grande quanto a surpresa do anúncio do adeus de Rosberg é a volta de Massa aos holofotes da F1. E tal qual um impetuoso moleque como Max Verstappen ou o próprio Stroll, encara de peito aberto uma nova fase em que todo mundo vai olhar atentamente para seu desempenho ao longo das 20 provas de 2017. Aos 35, Felipe deixou o descanso e escolheu o risco. Ou vai ser aplaudido de pé ou jogado às traças.

Opinião GP é o editorial do GRANDE PRÊMIO que expressa a visão dos jornalistas do site sobre um assunto de destaque, uma corrida específica ou o apanhado do fim de semana de automobilismo.

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BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA

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