Organizador minimiza ameaça de Ecclestone de que não terá GP do Brasil em 2017. Mas “apostaria que vai acontecer”
Promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi minimizou as declarações de Bernie Ecclestone sobre o futuro da prova em Interlagos. Mas admitiu que o evento brasileiro vai fechar o ano no prejuízo e que a previsão é de uma perda ainda maior em 2017
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Em que pese todo o trabalho realizado em Interlagos nos últimos anos e as reformas que ainda estão programadas, o futuro do GP do Brasil segue cercado de incertezas. E isso começa já pelo calendário da FIA, a Federação Internacional de Automobilismo, que foi divulgado em setembro. Naquele documento, a etapa no circuito paulistano veio acompanhada de um incômodo asterisco. Ou seja, a prova ainda carece de confirmação.

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O evento em São Paulo, que já está em sua 45ª edição, perdeu dois importantes patrocinadores: Petrobras e Shell. A saída das gigantes petrolíferas “foi uma pancada feia”, segundo Tamas. “No caso da Petrobras é compreensível. A empresa teve um prejuízo imenso. Mas acho muito difícil que uma companhia que venda produtos para automobilistas, para gente da área de motor, deixe de comparecer e participar do maior evento do esporte a motor no país. Ou seja, é muito mais interesse para a Petrobras estar na F1 do que no Rock in Rio, por exemplo. Eles vendem gasolina, afinal de contas. No caso da Shell é um pouco diferente. Houve uma mudança de estratégia, com a entrada da Raízen”.
Rohonyi, no entanto, reconheceu que as dificuldades financeiras pesam neste momento. “Não são ameaças [os comentários de Ecclestone]. Ele falou a verdade. Nós precisamos saber como vamos fazer. Nós temos um contrato e nós vamos ter de correr, mas como a gente faz com esse dinheiro? Estamos conversamos”, falou.

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