Piastri diz que novos carros são “diferentes de tudo” e vê F1 2026 como “jogo de xadrez”
Oscar Piastri analisou que estilo de pilotagem foi muito impactado pelos novos carros da Fórmula 1 e disse que disputas em pista se tornaram mais estratégicas
Oscar Piastri fez um balanço dos novos carros da Fórmula 1 após as primeiras etapas da temporada 2026. Segundo o australiano, os pilotos precisaram reaprender técnicas de pilotagem, destacando a gestão de energia como principal mudança em relação ao regulamento anterior. Para ele, o novo cenário transformou não apenas a forma de guiar, mas também a dinâmica das corridas.
A F1 entrou em nova era técnica em 2026, com carros mais leves e com menor carga aerodinâmica, o que alterou significativamente o comportamento na pista. Além das alterações no chassi, a categoria também estrou uma nova unidade de potência, que agora possui uma influência de aproximadamente 50% da parte elétrica. Com isso, equipes e pilotos enfrentam uma curva de aprendizado acentuada neste início de temporada.
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Piastri explicou que adaptar o estilo de pilotagem aos novos modelos foi inevitável. O piloto da McLaren destacou que a gestão da bateria passou a ser elemento central, o que transformou as disputas em um “jogo de xadrez”.
“Essa mudança no estilo se confirmou, e acredito que isso vale para todos. Com o tempo, vamos ajustando os instintos, mas esses carros são fundamentalmente muito diferentes de qualquer coisa que já pilotamos na F1 ou nas categorias de base, então é preciso reaprender muitas técnicas para extrair o máximo”, afirmou.

“Uma das maiores mudanças é o foco na gestão da bateria. Coisas como aliviar o pé nas retas para recuperar energia e a potência na saída das curvas são aspectos novos. Isso também afeta a classificação, que não depende mais só da aderência, mas também de estratégia energética”, explicou.
“A forma de correr também mudou, especialmente nas ultrapassagens. Há muito mais foco na gestão de energia, o que transforma as disputas em um jogo de xadrez”, seguiu.
Além disso, Piastri apontou que a perda de pressão aerodinâmica em relação aos carros de 2025 deixou o comportamento mais instável. “Sem downforce gerado por efeito solo, os carros ficam mais soltos, o que os torna mais propensos a escorregar e impacta os pneus — algo ao qual precisei me adaptar”, finalizou.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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