Symonds decide deixar posto de diretor-técnico da F1 após concluir conceito para 2026

Pat Symonds escolheu deixar o cargo de chefe da parte técnica da Fórmula 1, que ocupa desde 2017, após o fim da montagem da parte de conceito para era que se inicia em 2026

A Fórmula 1 tem uma baixa nos quadros para o restante do trabalho visando a temporada 2026: Pat Symonds, diretor-técnico da organização, decidiu deixar o posto. Symonds ocupava a chefia técnica da categoria há sete anos, desde 2017, período que se confunde com a da aquisição do campeonato por parte do Liberty Media.

A informação é da revista inglesa Autosport. De acordo com o veículo, apesar de não haver um anúncio oficial, os funcionários da F1 já receberam o comunicado da saída de Symonds na última segunda-feira.

Uma vez que a decisão já foi tomada e informada, Symonds entrou imediatamente no período de carência, em que tem de esperar um tempo definido entre as partes para que possa trabalhar em outra companhia ligada à F1. Não está claro, porém, se é esse o desejo do veterano engenheiro. Symonds completa 71 anos de idade no mês de junho e chegou a falar em aposentadoria após a introdução do atual conjunto de regras.

À frente da direção-técnica da F1, foi figura importante na formatação das mudanças técnicas da última década, sobretudo as que definiram o retorno do efeito-solo como norte aerodinâmico após décadas de banimento. Nos últimos tempos, esteve concentrado na definição dos moldes de mais uma mudança importante nas regras, para 2026. A parte conceitual, da categoria, já chegou ao fim.

Pat Symonds era diretor-técnico da Renault no ‘Crashgate’ de Singapura 2008 (Foto: Reprodução)

Symonds é um veterano da F1. Chegou à categoria no início dos anos 1980, pela Toleman, e ficou na estrutura esportiva conforme o time se tornou Benetton e, depois, Renault. Foi engenheiro de corridas de Michael Schumacher no bicampeonato de 1994 e 1995 e virou diretor-técnico em 1996, quando Ross Brawn deixou o time rumo à Ferrari.

Os mais de 20 anos na equipe foram brevemente interrompidos pela participação no projeto Reynard F1, em 1991, mas o retorno veio rapidamente. A saída definitiva se deu após o escândalo do Crashgate, no GP de Singapura 2008. Na ocasião, por decisão do chefe de equipe Flavio Briatore, Symonds ordenou que Nelsinho Piquet causasse um acidente e forçasse a entrada do safety-car para facilitar a vitória de Fernando Alonso.

O engenheiro foi demitido e suspenso por 5 anos, mas retornou à F1 como consultor da Virgin logo em 2011. Era efetivamente diretor-técnico, mas o cargo de consultor servia para contornar a suspensão. Ficou no cargo conforme a equipe se tornou Marussia/Manor, antes de partir para a Williams para um período entre 2013 e 2016. Aí, já como diretor após o fim do banimento. Na equipe inglesa, reuniu-se com Felipe Massa, grande prejudicado pelo escândalo de 2008. Logo após deixar a equipe, tornou-se diretor na F1.

Fórmula 1 volta de 24 a 26 de maio com o tradicional GP de Mônaco, oitava etapa da temporada 2024, nas ruas de Monte Carlo.

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