Brawn e Symonds decidem deixar Fórmula 1 em 2022 após introdução das novas regras

Diretor-esportivo e executivo da área técnica, Ross Brawn e Pat Symonds pretendem sair dos cargos no ano que vem

F1 EM ABU DHABI, CLASSIFICAÇÃO: VERSTAPPEN POLE, HAMILTON 2° | Briefing

A Fórmula 1 entrará numa revolução em 2022 por conta do novo conjunto de regras e novos carros, marcados inicialmente para estrearem em 2021 e posteriormente adiados em um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Dois dos grandes responsáveis pela formulação das novas regras estão de saída: Ross Brawn, que é diretor-esportivo, e Pat Symonds, diretor-técnico, decidiram deixar os cargos no ano que vem.

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A informação é da revista inglesa Autosport, que teve acesso a um documento da F1 com explicações para o ano que vem e cita as informações. No documento, a F1 diz que há a “expectativa” de que Brawn deixará o cargo, mas não existe uma data definida. A revista trata o fim do ano que vem como data escolhida.

Ross Brawn tem 67 anos de idade e é o principal nome da parte esportiva da F1 desde 2017, quando o Liberty Media assumiu o controle da categoria e prometeu uma tríade para chefiar o campeonato: Brawn na parte esportiva, Chase Carey como o principal executivo e Sean Bratches no comercial. Àquele momento, Brawn estava aposentado desde que deixou a chefia da Mercedes, no fim de 2013. Como diretor-técnico, teve carreira histórica na F1 pelo papel nos títulos de Michael Schumacher por Benetton e Ferrari.

Pat Symonds (à direita) em conversa com Rob Smedley nos tempos de Williams, em 2015 (Foto: WIlliams)

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Logo depois de ser contratado, Brawn foi atrás de Symonds, que estava afastado da F1, para assumir a parte técnica da área esportiva. Os dois trabalharam – e foram campeões – juntos na época da Benetton. Symonds tem 68 anos e conseguir encontrar o caminho de volta à F1 a partir de 2013, por Marussia e Williams, após um afastamento forçado pela participação dele no escândalo do ‘Singapuragate’, em 2008. Na ocasião, era o diretor-técnico da Renault e, ao lado do chefe Flavio Briatore, participou da tomada de decisão da batida proposital de Nelsinho Piquet para favorecer a Fernando Alonso, outro piloto do time. A expectativa é que deixe o cargo no recesso de verão europeu de 2022.

A equipe de engenheiro que trabalha sob a chancela de Symonds passará para a fazer parte da área técnica da FIA, sob a batuta do diretor Nikolas Tombazis. É uma decisão feita também com a cabeça em deixar mais clara a separação entre quem define e chancela o livro de regras, a FIA, da organização que promove o esporte, a F1. Essa separação é uma exigência da União Europeia e, embora não haja nenhuma reclamação legal sobre a participação de Symonds na formatação das novas regras e carros, a revista afirma que é algo expresso por algumas equipes diretamente à FIA.

Quem fica na F1 é o diretor de performance de veículos, Craig Wilson, o funcionário da F1 que mais se envolve na construção de novos circuitos. Os que deixarem a F1 a caminho da FIA, deixarão também os escritórios da F1 em Londres, atualmente principal, e vão para os antigos escritórios de Biggin Hill.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do fim de semana do GP de Abu Dhabi, que decide o Mundial, AO VIVO e EM TEMPO REAL. A largada está marcada para as 10h (de Brasília) do domingo.

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