Pérez prevê “batalha dura no pelotão intermediário” e aponta McLaren e Renault como principais rivais da Force India
Sergio Pérez avaliou que McLaren e Renault serão as principais rivais da Force India ao longo da temporada 2018 da F1. Mexicano previu uma disputa dura no pelotão intermediário e torceu por um campeonato mais agradável
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Sergio Pérez sabe que a Force India não terá vida fácil na temporada 2018 da F1. ‘Melhor do resto’ no ano passado, a escuderia agora tem de se preocupar com o crescimento apresentado pela concorrência para este ano.
Falando à imprensa, Pérez não titubeou na hora de indicar McLaren e Renault como principais rivais, ainda que confie no potencial da Force India.
“Acho que a McLaren é, definitivamente, alguém para ficarmos de olho”, disse Pérez. “A Renault também. A Renault tem melhorado bastante, mas eu também acredito fortemente na Force India”, seguiu.
“Vai ser uma batalha dura no pelotão intermediário”, previu. “Tomara que possamos correr muito mais próximos das equipes de ponta nesta temporada e termos uma F1 mais agradável para todos nós”, torceu.

Sergio Pérez previu um ano duro para a Force India (Foto: Force India)
Entre as novidades da temporada está a redução no número de motores que podem ser utilizados ao longo do ano. Embora Pérez reconheça que a redução para três unidades é uma dificuldade a mais, o mexicano aposta na tradicional confiabilidade da Mercedes.
“Acho que é uma coisa em que todos trabalharam duro. Três motores para chegar ao fim da temporada parece muito pouco em relação ao que tínhamos no passado”, comparou. “Certamente, a Mercedes tem sido a mais forte em confiabilidade, então espero que isso possa fazer a diferença ao não termos de poupar tanto o motor. Tomara que isso possa fazer a diferença”, sublinhou.
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Outra mudança para 2018 é a chegada do polêmico halo. Sergio reconheceu que não está satisfeito com a aparência do carro, mas sublinhou que o argumento de segurança justifica a adoção do item.
“Eu, obviamente, não gosto da aparência dele, para ser sincero, mas o encorajamento que tenho do ponto de vista da segurança, as vidas que poderíamos ter salvado no passado, é um argumento forte para o halo”, apontou. “Tenho certeza que, em algumas corridas, não iremos nem falar sobre isso”, garantiu.
Indagado se precisa de mais tempo para entrar e sair do carro, Pérez respondeu: “Alguns segundos mais”.
Perguntado, então, se esses segundos podem ser cruciais em algumas situações, Sergio rebateu: “Acho que será mais crucial se você levar com um pneu na cabeça”.
Enquanto a F1 optou pelo halo, a Indy seguiu na contramão e tem testado o aeroscreen. Pérez, no entanto, prefere apostar na opção da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
“Eu me lembro de algumas coisas que a FIA testou no passado. Elas tinham uma aparência melhor, mas não eram tão seguras quanto o halo. Acho que a FIA fez uma análise bem profunda e acho que foi o melhor que conseguiram”, falou. “Acho que eles vão continuar trabalhando nisso e, quem sabe, talvez nos próximos anos isso mude”, continuou.
Questionado se o halo ganhou uma aparência melhor agora que foi efetivamente incorporado ao carro, Pérez foi direto: “Não. Na verdade, não”.
“Para ser completamente honesto, não, mas tenho respeito total pela FIA e pelo que fizeram. Ele realmente compromete o visual, mas eles estão preocupados com a segurança”, declarou. “Isso é algo que acompanha as categorias menores também, o que é bom, então tiro o chapéu para a FIA”, sublinhou.
“Espero que nos próximos anos o halo salve algumas vidas. Nós tivemos alguns incidentes onde o halo poderia ter feito alguma coisa, então estaremos sentados aqui dizendo que a FIA tomou a decisão certa”, previu.
Mesmo satisfeito com o aumento da segurança, Pérez salientou que os pilotos não vivem assombrados pelo medo, mas reforçou que é bom ter esse preocupação.
“Não é como se os pilotos fiquem preocupados com a segurança. A F1 deu um passo enorme em termos de segurança ao longo dos anos, mas, sendo o pináculo do esporte, junto com a colaboração da FIA, como eles têm sido protetores conosco, sentimos que o halo era necessário”, afirmou Sergio. “A razão principal é que, se olharmos para trás, poderíamos ter salvado algumas vidas. Esse é um argumento muito forte”, reconheceu.
Também, Pérez falou sobre a relação com Esteban Ocon. Depois de alguns confrontos duros e, por vezes, desastrosos, o mexicano acredita que a dupla hoje sabe a melhor maneira de agir.
“Isso parece muito distante. O bom foi a maneira como terminamos o ano, como acabamos trabalhando juntos. Essa é a mesma abordagem que temos de ter neste ano”, admitiu. “É realmente importante que a gente continue trabalhando junto, trabalhando duro, para o nosso beneficio, para o benefício do time, especialmente neste ponto da temporada. Agora que ele tem experiência, temos de empurrar o time para frente juntos e entregar os melhores resultados possíveis. Vai ser um ano pesado para a Force India, têm equipes grandes chegando e equipes grandes que vão nos pressionar bastante. Acho que será um ano duro para nós”, opinou.
Perguntado se Ocon é uma ameaça maior agora que tem mais experiência na F1, Pérez disse: “Você nunca para de aprender na F1. Ele, definitivamente, vai ter mais experiência, mas é sempre bom ter um companheiro de equipe competitivo perto de você. Acredito que também vou melhorar, então vai ser uma batalha dura, mas, no fim das contas, na F1 a sua primeira referência é seu companheiro de equipe e eu acho que Esteban é uma boa”.
Com um pelotão intermediário que promete disputas apertadas, Pérez avaliou que será importante evitar entreveros com o parceiro de Force India.
“Nós todos sabemos quão importante é maximizar todas as oportunidades. Essa é nossa prioridade principal”, defendeu. “Agora o foco principal é no time, na forma como trabalhamos melhor, em como melhoramos o carro e empurramos o time o mais para frente possível. Sabemos que não temos os recursos que outros times têm, então, como pilotos, tudo tem de ser maximizado individualmente e dentro do time, trabalhando em benefício do time”, completou.
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