Gasly vibra com pontos em Interlagos e admite: “Não sabemos de onde veio potencial”
Pierre Gasly comemorou retorno à zona de pontuação, mas reconheceu que Alpine ainda não entende o motivo da melhora repentina de desempenho no GP do Brasil, em São Paulo
Pierre Gasly deixou Interlagos feliz e confuso na mesma medida. Após mais de três meses sem pontuar em corridas principais, o francês voltou ao top-10 ao terminar em décimo lugar no GP de São Paulo deste domingo (9). Apesar da alegria pelo resultado, o piloto da Alpine admitiu que o time ainda não sabe o que provocou a súbita competitividade no Brasil.
O resultado encerrou um longo jejum que vinha desde o GP da Bélgica, em julho. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Gasly explicou que a falta de velocidade em linha reta custou posições que poderiam ter melhorado o resultado. Ainda assim, celebrou o progresso técnico demonstrado pela Alpine em relação às etapas anteriores.
“No geral, estou muito feliz porque a última vez que marcamos pontos em um domingo foi em Spa, antes das férias de verão. Ficamos no meio do nada por três meses, então devo dizer que estava muito mais animado esta manhã para a corrida, sabendo que tinha um carro para competir. Foi um fim de semana forte — cheguei ao Q3, fiz um ponto na sprint e outro hoje”, disse Gasly.
“Para ser honesto, estou até um pouco decepcionado com o resultado, porque fiz uma ótima largada e consegui ultrapassar Bearman e Russell, mas perdi as posições nas retas. Consegui superar Hadjar por dentro duas vezes, mas na reta para a curva 4 ele me passou com muita facilidade. Sinto que tinha muito mais ritmo, só não consegui demonstrá-lo completamente”, avaliou.

“No fim, é mais um ponto e não vou reclamar, porque teria aceitado esse resultado todos os dias nos últimos três meses. Tenho certeza de que vamos analisar se poderíamos ter feito algo diferente, mas sinto que tínhamos mais ritmo do que conseguimos demonstrar”, seguiu.
Mesmo sem entender completamente o salto de desempenho, Gasly destacou o bom equilíbrio da A525. Ponderou que as características do traçado de Interlagos podem ter ajudado a Alpine, mas acredita que há outros fatores envolvidos.
“Estávamos muito competitivos nas curvas e fiquei satisfeito. O carro estava respondendo aos meus comandos e não houve nada de muito estranho. Um único ponto não vai mudar minha vida, nem da equipe, mas o mais importante é entender de onde veio todo esse potencial e onde ele esteve nos últimos fins de semana”, disse.
“Com certeza, deve haver um pouco das características da pista, mas há mais coisas que precisamos analisar. Acho que não se resume a um único fator, provavelmente são várias pequenas coisas somadas que fazem uma grande diferença”, explicou.

Questionado sobre como levar o bom momento para o fim da temporada, Gasly foi realista e admitiu que a equipe ainda não sabe o que esperar das próximas etapas. “Não faço ideia, não sabemos por que somos rápidos aqui e tão lentos no México”, admitiu. “Temos algumas ideias, mas não o suficiente para dizer que tudo vai ficar bem”, finalizou.
Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar e Abu Dhabi.
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