Pilotos saem em defesa da Pirelli por limite de voltas por pneu no GP do Catar
George Russell e Oscar Piastri defenderam limite de 25 voltas por pneus imposto pela Pirelli no Catar. Altas cargas impostas nos compostos comprometem segurança dos pilotos
Mesmo após ter reclamado da previsibilidade estratégica gerada pelo limite de 25 voltas por pneus no GP do Catar, George Russell adotou postura oposta neste sábado (29) e saiu em defesa da Pirelli pela medida. O britânico afirmou que a imposição é necessária diante das altas cargas aplicadas no circuito de Lusail, pista em que os compostos dianteiros — especialmente o esquerdo — sofrem desgaste extremo e risco de estouro. Oscar Piastri seguiu a mesma linha do britânico e relatou ter sentido vibrações durante a corrida sprint.
O limite obrigatório para a corrida de domingo (30), que tem 57 voltas, obriga os pilotos a fazer, ao menos, duas paradas. A decisão veio após análise de Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Pirelli de que o alto desgaste da pista catari ameça a integridade dos compostos — e a segurança dos competidores.
Após a corrida sprint, realizada neste sábado (29), Russell reforçou que a culpa não é da fabricante italiana. Segundo o britânico, a própria natureza da temporada inviabiliza soluções específicas para Lusail.
“A vibração provavelmente vinha do desgaste muito alto. Nessas curvas, se você olhar o slow motion da dianteira esquerda, ela rola inteira para a borda externa. É ali que vai ceder primeiro”, disse.

“Se você faz um pneu voltado só para um circuito como o Catar, vai ter problemas no resto do calendário. Não deveríamos colocar pressão na Pirelli. Eles fizeram o melhor pneu possível para 24 etapas. Mas esta pista é tão rápida que é preciso um limite”, seguiu.
Oscar Piastri, vencedor da sprint, também relatou vibrações durante a prova curta e endossou a justificativa da Pirelli. O australiano destacou que a preocupação maior está nas rodas dianteiras.
“Quando você sente vibração sem travar nada, não é um ótimo sinal em termos de segurança. Acho que os pneus dianteiros são o principal problema. O risco de uma pancada catastrófica por furo traseiro é bem baixo”, analisou.
“Sempre que há uma limitação desse tipo, é um pouco preocupante. Mas tudo correu bem na sprint. Tivemos alguma vibração, mas nada novo. Acho que eles tomaram as medidas certas”, concluiu.
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GP do Catar de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Corrida sprint | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Classificação | 15:00 | 17:00 | 19:00 | 20:00 |
| Corrida | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
*Horário de Brasília
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