Pirelli promete “atenção ao superaquecimento de pneus” para 2024: “É o nosso objetivo”

O engenheiro-chefe da Pirelli na Fórmula 1, Simone Berra, explicou que a suspensão da proibição do uso de cobertores térmicos ajudou a fabricante a traçar um plano de desenvolvimento para os próximos pneus

A decisão da Fórmula 1 de suspender a proibição do uso de cobertores térmicos no ano que vem ajudou, de certa forma, a Pirelli a traçar o plano de desenvolvimento dos compostos que serão usados na categoria em 2024. O engenheiro-chefe da fabricante italiana, Simone Berra, explicou que o foco agora será em melhorar o superaquecimento, problema recorrente em 2023 e que foi alvo de reclamação por parte dos pilotos.

A intenção da categoria era retirar os cobertores de temperatura pela busca por sustentabilidade e redução de custos, e a Pirelli já vinha testando compostos que não dependessem do item para gerar calor. No entanto, após sessões em pistas como Barcelona e Silverstone, as equipes decidiram que era necessário analisar melhor o comportamento dos pneus em condições adversas. Os pilotos demonstram preocupação com a segurança, já que a ausência dos itens gera uma dificuldade de controle a mais na pista — ao menos nas primeiras curvas.

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Um ponto em comum entre ambos os lados, no entanto, foi o problema com o superaquecimento, que causa um desgaste maior da borracha. A situação se intensifica nas disputas por posições quando há muita turbulência entre os carros, algo que a F1 ainda tenta melhorar para facilitar os embates em pista.

O superaquecimento dos pneus foi bastante discutido na última reunião da Comissão de F1, e a Pirelli se comprometeu em se concentrar sobre o tema para melhorar a dirigibilidade dos pneus. Berra disse à imprensa que o caminho a seguir está claro, o que vai facilitar as propostas para 2025.

Pirelli descartou mudanças nos compostos para 2024 (Foto: F1)

“Pelo menos agora o objetivo está claro, e mais claro do que nas semanas anteriores. sabemos que temos de trabalhar em 2024 com testes de desenvolvimento para produzir uma nova geração de compostos. E essa será a meta”, disse o italiano.

“Vamos continuar melhorando a confiabilidade dos pneus em termos de estrutura, mas os compostos serão o foco do nosso plano de desenvolvimento para 2024 e daremos maior atenção ao superaquecimento”, acrescentou Berra, explicando que a primeira fase será entender por que, de 2022 para 2023, tal efeito foi maior.

“Depois desta análise, o foco é saber onde trabalhar os compostos para melhorar este aspecto. Claro que gostaríamos que os pilotos pudessem ir ao limite e não tivessem de gerir a temperatura dos pneus. Esse é o nosso objetivo”, salientou.

Outro tópico é compreender a diferença entre o desgaste término e o de uso, algo que nem sempre é claro para os pilotos. Na visão do engenheiro, muitas reclamações ligando o desgaste ao superaquecimento não procediam. “Os pilotos sentem falta de aderência, ou tem uma queda dela, mas às vezes o pneu está se desmanchando por conta do desgaste, granulação ou outro motivo”, concluiu.

A Pirelli garantiu renovação de contrato se seguirá como fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1 até 2027.

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