Pole dá vantagem a Hamilton em Ímola. Só estratégia pode salvar ainda favorita Red Bull

O GP da Emília-Romanha será definido pela estratégia, se nada diferente acontecer. Essa é uma corrida de um único pit-stop, e a Mercedes está sozinha com Lewis Hamilton na pole, contra os dois carros da Red Bull em táticas diferentes, em uma pista de difícil ultrapassagem...

Assista aos melhores momentos da classificação do GP da Emília-Romanha (Crédito: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Da maneira como a definição do grid se deu em Ímola, a F1 vai viver a tensão de uma corrida baseada na estratégia – uma vez mais. Isso acontece em parte por conta da característica do circuito italiano, que recebe o GP da Emília-Romanha. A outra razão tem a ver com as condições das duas principais equipes para o início da prova. É importante dizer que a Red Bull segue dona do carro mais equilibrado, enquanto a Mercedes ainda tenta compensar as pequenas imperfeições do W12. A equipe austríaca, portanto, tem vantagem ainda e pode até ser considerada favorita à vitória neste domingo, mas os alemães têm Lewis Hamilton.

Antes de entrar a fundo na questão das táticas, é mais do que importante celebrar a volta de Hamilton. Em um campeonato que certamente será decidido nos detalhes, qualquer vacilo, grande ou pequeno, terá um custo enorme. Por exemplo, Max Verstappen até poderia ter sido pole não fosse o equívoco na curva 3. Sergio Pérez também cometeu pequenos deslizes, enquanto Valtteri Bottas sequer soube domar o carro que pilota. Resultado: sem erro algum, Lewis cravou a pole – a 99ª da carreira! E assim como fizera no Bahrein, surpreendeu por ser quem melhor entende o esporte. A posição é um grande passo para a prova de amanhã e um peso para os rivais.

Lewis Hamilton celebrou a pole que quase não acreditou que conquistou (Foto: Mercedes)

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Acontece só que o heptacampeão está sozinho ali na frente contra os dois carros da Red Bull em estratégias muito diferentes. O outro Mercedes sai apenas em oitavo e, dificilmente, terá como chegar à briga da frente em condições normais. Assim, Hamilton larga da pole com os pneus médios amarelos que usou no Q2. Verstappen, partindo do terceiro posto, igualmente pelo lado limpo da pista, também começa a prova de médios. Já Pérez, o segundo colocado, vai para o GP de pneus vermelhos – os macios. Ainda que não tenha sido notada uma diferença muito acentuada entre os dois tipos de compostos, algo entre 0s2 e 0s3, e que a pista também não apresente enorme desgaste, o fato ainda é que os médios vão durar mais e vão permitir uma tática mais flexível.

Então, há alguns pontos cruciais aí: o primeiro deles é a largada. Hamilton precisa tomar a ponta ou corre o risco de ter de reagir rápido a uma estratégia diferente da Red Bull. Isso porque a pista de Ímola é um circuito de difícil ultrapassagem, como foi visto em 2020 e como a corrida da F-Regional deste sábado provou ao ser mais acidentada do que movimentada pelas trocas de posição.

A segunda questão está no momento da parada, até mesmo por conta do risco de incidentes. É que a perda de tempo nos boxes é alta, quase meio minuto, o que faz com que a corrida, dentro da normalidade, tenha apenas um pit-stop. Portanto, a posição da pista é fundamental e evitar o tráfego será importante. Ou seja, o momento de entrar para a troca de pneus será crítico – ainda mais se a Red Bull partir para tentar o undercut com a Mercedes.

A Red Bull vai para a corrida com estratégias diferentes (Foto: Red Bull Content Pool)

“Todos os pneus selecionados para a classificação tiveram um bom desempenho hoje”, afirmou Mario Isola, o chefão da Pirello. “Como esperado, vimos alguns escolherem os pneus médios. Isso deve permitir que tenham um stint mais longo no início e uma estratégia mais flexível. Para amanhã, ainda há pontos de interrogação, incluindo o tempo, com a possibilidade de chuva que pode subverter totalmente as estratégias previstas”, completou.

“Se continuar seco, vimos até agora que todos os três compostos devem ter um papel importante na corrida. Aqueles que começam com pneus macios não enfrentam uma desvantagem particular, pois Ímola é um circuito de baixo desgaste para pneus e espera-se que as condições climáticas sejam frias”, acrescentou o dirigente.

De fato, a temperatura mais amena, quase metade do registrado no Bahrein, é o que vem também beneficiando a Mercedes, que é muito mais sensível ao calor extremo. Além disso, ainda há uma chance de chuva, ainda que não para o início da corrida. Claro que, se os céus italianos interferirem, aí muda tudo.

As cartas estão na mesa. Ainda que a pole de Hamilton seja importante e dê vantagem, a Red Bull está à frente em estratégia. Resta saber como vai usar para vingar a vitória no Bahrein. Quanto à Mercedes, tudo também conspira a seu favor.

A largada para a segunda etapa de 2021 acontece às 10h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL todo o fim de semana do GP da Emília-Romanha de Fórmula 1. Siga tudo aqui.

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