Pontos e boa fase de Gasly: a Alpine em 2024 nas 5 corridas que definem vida de Colapinto

De volta ao grid da Fórmula 1, Franco Colapinto terá cinco corridas para mostrar serviço e provar a Flavio Briatore que merece ocupar o assento ao lado de Pierre Gasly de maneira definitiva. Mas, voltando para 2024, como foi o desempenho da Alpine nas etapas que agora podem ser decisivas para a carreira do argentino na categoria?

Na última quarta-feira (7), Franco Colapinto finalmente recebeu a tão aguardada oportunidade de estar novamente no grid da Fórmula 1, desta vez com a Alpine. Mas ainda que a notícia seja das melhores, agora é hora de virar a chave, colocar os pés no chão e focar completamente nas próximas cinco corridas da temporada 2025 — que foi exatamente o prazo pré-estabelecido por Flavio Briatore, responsável em tomar as decisões na equipe francesa, para que o argentino “mostre do que é capaz”.

Desta forma, o agora dono da A525 #43 precisa emplacar resultados convincentes na Emília-Romanha, Mônaco, Espanha, Canadá e Áustria — e com exceção da prova em Montreal, todas as demais pistas lhe são familiares da época da Fórmula 2. Na verdade, quando ainda estava na categoria de acesso, o jovem de 21 anos conseguiu subir ao degrau mais alto do pódio em Ímola, além de também ter terminado no top-3 em Monte Carlo e Barcelona.

Se o retrospecto de Colapinto nos circuitos que podem definir o futuro na F1 é favorável, a Alpine teve performances mais inconsistentes quando visitou as mesmas praças em 2024. No entanto, o fato de ter somado pontos importantes durante esse período, que ajudaram, inclusive, a terminar à frente da Haas no Mundial de Construtores, faz com que o saldo final seja positivo.

No GP da Emília-Romanha, a dupla de pilotos conseguiu escapar do Q1 na classificação, com Esteban Ocon partindo da 12ª posição e Pierre Gasly, somente em 15º. No dia seguinte, o ritmo de corrida desastroso deixou a situação ainda pior. Ambos viraram retardatários de Max Verstappen — que venceu a prova —, Lando Norris, Charles Leclerc e companhia. No fim, tiveram mesmo de se contentar com o 14º e 16º lugares, com o #31 terminando à frente.

O ritmo da Alpine no GP da Emília-Romanha foi desastroso (Foto: Pirelli)

No GP de Mônaco, realizado na semana seguinte, o desempenho apresentado foi melhor. Após um princípio muito ruim de temporada, a Alpine deu sinal de vida em Monte Carlo. Gasly foi ao Q3 da classificação e terminou com o décimo lugar no grid de largada, enquanto Ocon ficou na portinha, mas foi eliminado no Q2 e largou de 11º. Mas o que era um cenário empolgante, com os dois carros tendo chances de pontuar, virou um pesadelo em alguns segundos.

No meio de uma largada conturbada, Esteban mergulhou tresloucado para cima de Gasly na Portier, logo antes da entrada do túnel, e foi catapultado, não restando outra opção a não ser abandonar. Por sorte, Pierre teve condições de seguir e marcou o primeiro ponto no ano graças ao décimo lugar. Mas a revolta na Alpine estava feita: era a garantia de que Ocon não permaneceria para 2025.

Mas a corrida em Barcelona — que aconteceu após a etapa em Montreal — foi mais um passo importante no processo de controlar os ânimos. A dupla conseguiu ir ao Q3 da classificação, com Gasly em sétimo e Ocon, em nono — que virou oitavo por conta de uma punição a Sergio Pérez. Os bons ventos se mantiveram para o domingo, e a escuderia de Enstone conseguiu uma pontuação dupla: Pierre cruzou a linha de chegada em nono, uma posição à frente do então companheiro de equipe.

Ao desembarcar no Canadá, a Alpine não esperava viver a montanha-russa de emoções da maneira que foi. Na sessão que definiu o grid de largada, Esteban ficou pelo caminho logo no Q1, em 18º, enquanto o #10 até avançou para o Q2, mas com o 15º lugar. No domingo, a equipe ajustou bem o carro, acertou na estratégia durante a forte chuva que atingiu o circuito Gilles Villeneuve e ainda contou com os abandonos das duas Ferrari e de Pérez para colocar os dois pilotos na zona de pontuação mais uma vez.

No Canadá, a Alpine viu os dois pilotos somarem pontos (Foto: Alpine)

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Por fim, o GP da Áustria, em Spielberg. Na classificação da corrida sprint, Ocon e Gasly celebraram as melhores posições de largada do ano até ali, com o oitavo e nono lugares, respectivamente. E Pierre ainda acabou sendo atrapalhado pelo colega de garagem na hora da volta decisiva na última fase da atividade, o que deixou o clima, que já era ruim, um pouco mais tenso por lá. Na prova curta, a dupla ficou fora do top-8 e não somou pontos.

Na sessão que definiu as posições iniciais da corrida principal, Esteban foi o único que conseguiu chegar ao Q3 e comemorou um ótimo décimo lugar, com Pierre se contentando na 13ª colocação. No dia seguinte, os dois voltaram a se estranhar, desta vez em uma longa batalha. O #10 levou a melhor e conquistou o décimo lugar, enquanto o #31 ficou fora do top-10, em 12º.

Os 8 pontos somados nessas cinco corridas ajudaram a Alpine a terminar o Mundial de Construtores na sexta posição, com 65 no total — exatamente 7 tentos a mais do que a Haas, sétima colocada.

Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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