Por “benefícios para o mundo”, F1 anuncia busca de combustível sustentável ideal

Em comunicado, Fórmula 1 se comprometeu a manter os motores a combustão na categoria e encontrar combustíveis sustentáveis que possam alimentá-los

A Fórmula 1 anunciou, na manhã desta quinta-feira (12), que pretende manter a longo prazo os motores a combustão nos carros do Mundial. Entretanto, um grupo de trabalho foi formado para encontrar um combustível sustentável ideal para alimentar os motores a partir de 2023. É mais um passo da F1 no caminho de atingir o status de organização carbono-neutra até 2030.

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O anúncio veio nas atualizações da F1 sobre o que fez nos 12 meses após apresentar o plano de se livrar de emissões novas de carbono na atmosfera até o fim da década. A nova geração de motores da F1 é esperada para 2023, ainda que se imagine a possibilidade de ainda haver uma solução temporária.

Mesmo assim, o que a Fórmula 1 fez foi garantir a permanência dos motores híbridos e de combustão no longo prazo. Desta maneira, confirma qual o objetivo para o futuro: não elétrico, mas alcançando outro tipo de solução sustentável.

A decisão de manter os motores de combustão é também uma busca por relevância tecnológica. A F1 acredita que, como a maioria dos carros produzidos e utilizados no mundo contam com motor a combustão, uma revolução neste tipo de tecnologia tende a ter impacto maior na indústria.

“A Fórmula 1 serve há muito tempo como uma plataforma para a introdução da próxima geração de avanços no mundo automotivo. Acreditamos que temos a oportunidade de fazer isso com a nova geração de motores que combinam tecnologia híbrida e combustíveis sustentáveis”, afirmou em comunicado.

Plano da F1 é atingir status carbono-neutro até 2030 (Foto: Mercedes)

“Desta maneira, há um grupo de trabalho de F1 e FIA que foi montado para investigar uma fórmula futura de motores alimentados por combustíveis sustentáveis. Este grupo será expandido para incluir especialistas de OEMs [fabricantes de equipamentos originais usado em algo mais amplo] e fabricantes de motor, assim como pessoal de grupos de pesquisa independentes”, seguiu.

“Ainda que a marca de carbono deixada pelos carros sejam porcentagem bem pequena do nosso esporte (0.7%), é importante que a parte mais visual do esporte seja sustentável e que possamos ter impacto reais para o mundo”, argumentou.

“Também acreditamos que não haja uma única solução para as tecnologias dos motores no futuro, mas que motores híbridos movidos a combustível sustentável irão marcar um momento significativo para o esporte e o setor automotivo”, colocou.

O anúncio da Fórmula 1 ainda veio com outras medidas tomadas neste último ano, como a diminuição do estafe que viaja às corridas em 36% e a aceleração de um plano para aumentar as operações remotas de transmissão televisiva.

Além da F1, a Red Bull anunciou seu próprio projeto de atingir a neutralidade de emissões de carbono, batizado de ‘No Bull’. No anúncio, a companhia revelou que planeja cortar 52% das aproximadamente 17 toneladas de CO2 emitidos na atmosfera em 2021. Os 48% restantes, que estão na atividade industrial, serão atacados com substitutos como eletricidade, fontes sustentáveis de energia e a eliminação do descarte de plástico após um único uso.

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