Por desejo de se afastar da F1, Bell deixa posto de diretor-técnico da Renault e vira conselheiro

Bob Bell, membro da formação bicampeã mundial da Renault em 2005 e 2006, deixa a condição de funcionário em tempo integral. Atendendo um desejo pessoal, a equipe francesa tira Bell do posto de diretor-técnico, realocando-o como conselheiro técnico

As férias de agosto da F1 começaram com mudanças administrativas para a Renault. A equipe francesa anunciou nesta terça-feira (31) que Bob Bell, diretor-técnico da equipe desde o retorno ao campeonato em 2016, assume a condição de conselheiro técnico. A troca de postos é fruto do desejo pessoal de Bell, que já não quer um envolvimento profundo com a escuderia.
 
Como conselheiro, Bob Bell consegue manter o vínculo com a Renault, mas ocupando um cargo que não exige dedicação em tempo integral. A equipe destaca no comunicado que Bell, 60 anos, tem envolvimento com a F1 desde 1982 e “compreende” o desejo pessoal.
 
Atuando como diretor-técnico, Bell ajudou a Renault a deixar o fundo do grid em 2016 para brigar pela condição de quarta melhor equipe no Mundial de Construtores em 2018.
Como diretor-técnico, Bob Bell ajudou a Renault a se reestruturar na F1 (Foto: Renault)

“Ele [Bell] ajudou a Renault a ser uma verdadeira e respeitada pontuadora da F1 em apenas dois anos e meio”, disse Cyril Abiteboul, chefe da Renault. “Ele também foi uma parte crucial do espírito da equipe e um verdadeiro motivador para unir todos e extrair o melhor de todo mundo. Nessa transição planejava, Bob passa a ver como trabalhamos com nossos parceiros, assim como com os acionistas da F1 e com a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi para assegurar que seguiremos crescendo no grid”, seguiu. A Renault optou por não substituir Bell, mantendo o posto de diretor-técnico vago.

 
O envolvimento de Bell com a Renault começou em 2001, quando assumiu como diretor-técnico em uma passagem que teve como ponto alto os títulos de Fernando Alonso em 2005 e 2006. O britânico seguiu envolvido com os franceses até o fim de 2010, quando assinou com a Mercedes. A passagem pela equipe alemã se encerrou em 2014, abrindo as portas para o retorno à marca francesa dois anos depois.
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