F1

Por diferenças pequenas entre equipes, FIA desiste de introduzir caixa de câmbio padronizada na F1

A FIA pensou que caixas de câmbio padronizadas fariam grande diferença, tanto em termos financeiros quanto de performance. Um estudo, todavia, fez a entidade mudar de ideia e tomar novos rumos na elaboração do regulamento de 2021

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) chegou a sonhar com uma Fórmula 1 de caixas de câmbio padronizadas, mas já voltou atrás. A entidade anunciou nesta sexta-feira (24) a desistência da ideia, alegando que a diferença entre os equipamentos de cada equipe já é pequena a ponto de não fazer tanta diferença.
 
A proposta faz parte do pacote de ideias da F1 para 2021, ano que promete mudanças profundas no regulamento técnico. A ideia era cortar custos das equipes com a busca por uma fábrica que produzisse caixas de câmbio para todos. Além disso, existia a esperança de diminuir a disparidade de rendimento entre escuderias. No fim, um estudo concluiu que valeria a pena ir em frente com a padronização.
 
“A decisão do Conselho levou em consideração informações tanto técnicas quanto financeiras disponibilizadas por equipes e fornecedoras”, disse o comunicado da FIA. “Os dados técnicos revelaram que a tecnologia das caixas de câmbio da F1 convergiu e, como resultado, há pouco diferença de performance no momento. Também foi apontado que, por conta da complexidade dos componentes, a caixa de câmbio ainda é um ponto muito importante em termos de confiabilidade, o que foi considerado nas avaliações do Departamento Técnico da FIA”, seguiu.
Os carros de F1 seguem com caixas de câmbio diferentes (Foto: Mercedes)
A desistência da caixa de câmbio padronizada, todavia, não significa que a F1 esteja abrindo mão de combater o controle de custos. A questão é que, ao contrário do inicialmente pensado, este não seria o jeito mais eficiente de conduzir a mudança.
 
“A análise revelou que uma economia similar pode ser feita de outras maneiras além de padronizar um único fornecedor. Esses métodos estão sendo discutidos com as equipes de F1 e vão ser incluídos no pacote regulatório, a ser apresentado no fim de junho”, encerrou. 

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