F1

Por dificuldades da Williams, Kubica afirma que segue “sem competir desde 2010”

Robert Kubica voltou ao grid da Fórmula 1 em 2019, mas isso não significa ser competitivo. O polonês segue afirmando que competiu na categoria para valer pela última vez em 2010, apesar de reconhecer a vontade da Williams de reagir

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Robert Kubica voltou ao grid da Fórmula 1 em 2019 após grande hiato, mas sente que segue sem competir para valer. O piloto polonês, avaliando a passagem pela Williams, disse que segue “sem competir desde 2010”, último ano no grid antes do longo hiato pelo acidente de rali.
 
“Eu coloquei muita energia nisso [voltar à F1], e acho que esse ano não mostra isso”, disse Kubica. “Eu diria que não estou sendo recompensado pelos resultados e todo o resto. Acho que me esforcei muito mais do que aquilo que poderíamos alcançar esse ano. Então eu diria que estou confiante de que, no lugar certo e com o carro certo, eu ainda posso trazer resultados”, seguiu.
Robert Kubica está no grid da F1 em 2019, mas isso não significa estar competindo (Foto: Williams)
Kubica, assim como o companheiro George Russell, pouco podem fazer para superar as limitações do carro. A equipe é, com sobras, a menos competitiva da categoria. Houve apenas 1 ponto até aqui, com Robert em Hockenheim.
 
“Eu estou desde 2010 sem competir. Se você pensar sobre isso, depende de o que você considera competir”, ponderou. “Não quero soar duro, é claro que estamos correndo. Não é que estamos levando o carro só para dar voltas na pista. Acabou sendo mais difícil do que quando você corre pelas posições de ponta. Mas ir roda-a-roda, no mesmo nível, eu não corro assim desde 2010. Mesmo que a gente tenha a chance de ficar perto de outros carros, como nas últimas duas corridas, temos grandes desvantagens”, comentou.
 
Kubica, além de sofrer com o carro, também tem problemas na disputa interna com Russell – apesar de marcar o único ponto da equipe no ano, o polonês só terminou uma classificação e duas corridas melhor posicionado que o britânico.
 
O ano sofrível inclusive já motivou Kubica a deixar a Williams ao fim do ano. Provavelmente uma carta fora do baralho no grid de 2020, o polonês tem como grandes alternativas uma transição para o DTM ou uma vaga de piloto reserva na F1.
 

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