Preocupadas com queda na audiência, equipes da F1 debatem valores de ingressos com Ecclestone

Toto Wolff revelou que as equipes conversaram com Bernie Ecclestone sobre os altos valores dos ingressos da F1. Chefe da Mercedes afirmou que entende a dificuldade dos promotores locais em oferecerem entradas mais acessíveis e, por isso, o tema foi debatido com o dirigente máximo do esporte

As equipes da F1 não escondem mais sua preocupação com a queda nos números de audiência do esporte. Chefe da Mercedes, Toto Wolff revelou que os times conversaram com Bernie Ecclestone sobre o preço dos ingressos. 
 
O valor das entradas é sempre um fator relacionado à audiência, mas os promotores locais têm dificuldade em baixar os preços por conta da taxa paga a Ecclestone para receber a corrida. 
Toto Wolff revelou conversa com Ecclestone sobre preço dos ingressos da F1 (Foto: Mercedes)
De acordo com Wolff, os times entendem as dificuldades dos promotores e foi por isso que eles levaram o assunto ao dirigente máximo do esporte. Na mesma conversa, os representantes da equipe também defenderam que a F1 não pode deixar as praças tradicionais.
 
“Nós ousamos discutir os preços dos ingressos e discutimos o impacto e a importância de circuitos tradicionais como Spa, Monza, Hockenheim”, contou Wolff. “Corridas como essas precisam fazer parte do calendário. Este é um esporte global”, defendeu.
 
“Nós precisamos ir para o exterior e precisamos conquistar novos territórios e novos países, esse sempre foi o caso, mas acho que está bem claro o que precisa ser feito para encher as arquibancadas em corridas tradicionais como, por exemplo, Hockenheim e Monza”, completou.
 
As declarações de Wolff chegam dias após Ron Dennis, CEO do grupo McLaren, defender que a F1 precisa fazer uma pesquisa de mercado para entender a razão de alguns circuitos não terem sua lotação esgotada.
 
“Como podemos ir para Silverstone e Áustria e estar absolutamente cheio, e aí ir para a Alemanha e estar só metade? Tem que haver uma razão”, avaliou Dennis. “Nós todos podemos adivinhar, mas isso não é muito científico. Nós realmente temos de entender o motivo dessas coisas acontecerem”, ponderou.
 
“É o preço dos ingressos? São os heróis nacionais e etc.? O que quer que seja, nós temos de avaliar”, concluiu.

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