FIA apoia corridas de classificação. Desde que não mexa no ‘DNA da F1’

Jean Todt prometeu que as corridas de classificação vão respeitar a tradição da Fórmula 1. O presidente da FIA fez oposição à proposta de grid invertido

O vídeo de apresentação do carro da Williams para a temporada 2021 da F1

A busca é por mais emoção, mas sem acabar com a Fórmula 1 que tão bem conhecemos. É um equilíbrio difícil de encontrar, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já determinou: a categoria não será “descaracterizada” com a introdução das corridas de classificação em 2021.

Quem disse isso foi Jean-Todt, presidente da FIA. O mandatário fez oposição à proposta de grid invertido, justamente por acreditar que isso não está no DNA da F1.

“Se a gente encontrar uma solução, e estamos tentando isso, queremos formas inovadoras de tornar o esporte mais empolgante. Queremos um espetáculo melhor, mas não ao custo de prejudicar o esporte”, disse Todt ao Cambridge Union.

A Fórmula 1 busca novos formatos (Foto: Racing Point)

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“Nossa intenção é ter uma superclassificação em dois ou três GPs, que é algo que já vai acontecer esse ano. Estamos felizes em fazer algo assim, mas sem descaracterizar o esporte. Nós só podemos torcer por uma Fórmula 1 mais competitiva no futuro. Não só pensando na Ferrari, mas também na Red Bull desfiando a Mercedes, com o Max Verstappen desafiando o Lewis Hamilton”, seguiu.

A proposta ainda não foi confirmada oficialmente, mas tudo indica que o novo formato de fato será testado em algumas corridas de 2021. A proposta das corridas de classificação é debatida desde 2019, e só foi aprovada após garantias de que não envolveria inversão de grid.

“O motivo para ser contra os grids invertidos é que se trata de algo artificial. Em um fim de semana, dois dias são dedicados para ser o mais competitivo possível e ter uma boa posição de largada. Qual o motivo para colocar o mais rápido no fim do grid? Estaria em desacordo com os interesses da Fórmula 1”, encerrou Todt.

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