Presidente da GPDA, Wurz apoia Sauber e pede limite de preço nos motores fornecidos às equipes clientes na F1
Presidente da GPDA (Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios), Alex Wurz apoiou a Sauber na proposta de um limite de preço para os motores da F1 fornecidos aos times clientes. Austríaco ponderou que as escuderias menores não devem financiar as atividades dos construtores no Mundial
Presidente da GPDA (Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios), Alex Wurz apoiou as criticas feitas pela Sauber à proposta de mudança no regulamento dos motores da F1. O ex-piloto da Williams usou o Twitter para apoiar Monisha Kaltenborn, que saiu em defesa do corte de custos.
Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, a chefe da Sauber defendeu que, caso o atual regulamento seja alterado, o custo deve ser a prioridade. Atualmente, as equipes clientes chegam a pagar até £ 18 milhões (cerca de R$ 81,3 milhões) por ano pelo pacote.

Alexander Wurz defendeu limite de preço dos motores para as equipes clientes na F1 (Foto: Facebook/Toyota)
“Como equipe cliente, para nós o fator mais importante em relação aos motores é o custo”, disse Monisha. “O motor costumava ser um grande fator de custo e nós conseguimos nos afastar disso por muitos anos”, comentou.
“Mas, infelizmente, agora nós estamos de volta a onde estávamos, o que não é uma coisa muito sensata”, defendeu Monisha, acrescentando que não acha justo que as equipes clientes paguem o preço do desenvolvimento do motor que os fabricantes fariam de qualquer forma para seus times de fábrica.
Pelas redes sociais, o presidente da GPDA apoiou a Sauber e avaliou que é preciso garantir a sustentabilidade do esporte sem que as equipes clientes tenham que financiar as atividades dos fabricantes na F1.
“Concordo muito com a Sauber”, escreveu Wurz. “A primeira regra dos motores deve ser o limite de custo para o cliente para garantir a sustentabilidade. O custo anual de uma unidade de potência da F1 deve ter uma regra de custo máximo. Do contrário, as equipes clientes financiam a atividade dos fabricantes de motores na F1”, defendeu.
Ex-chefe da Cosworth, Mark Gallagher ressaltou que essa mesma proposta foi feita pela marca anos atrás.
“Isso é o que a Cosworth propôs em 2010-11, quando as novas regras estavam em desenvolvimento. Nenhuma das fábricas estava interessada”, recordou Gallagher. “As regras, custos, som do motor e etc. foram definidos no início de 2011”, contou.
“Os times? Não estavam envolvidos nos detalhes. Bernie [Ecclestone] não foi consultado sobre o regulamento ou os preços das novas unidades de potência. Não teve nada a ver com ele”, completou.
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