Presidente da Renault admite que acordo com Red Bull está perto do fim e critica: “Um time tem de ganhar e perder junto”

Carlos Ghosn, presidente da Renault, mostrou mais uma vez que a montadora francesa não aguenta mais a Red Bull. A parceria não vai continuar, e a Renault só fica na categoria caso consiga ter sua própria equipe

Não que já não estivesse claro, mas Renault e Red Bull vão tomar caminhos diferentes a partir do GP de Abu Dhabi, que encerra a temporada 2015. A Renault não quer mais conviver com as acusações e a culpa que lhe é colocada pela antiga parceira, isso está evidente. Talvez seja o maior motivo do rompimento, segundo falou o presidente e diretor-executivo da Renault, Carlos Ghosn.
Perguntado pela revista inglesa 'Autocar' se os chefes da equipe dos energéticos estão sendo justos com a Renault – especialmente após oito títulos mundiais, quatro de Pilotos e quatro de Construtores, entre 2010 e 2013 – Ghosn cutucou.
 
"Não é uma questão de justiça, é um questão de esportividade. Um time tem de ganhar e perder junto. O que tem sido dito é uma questão de esportividade. De novo eu digo, você precisa ganhar e perder junto", criticou.
 
Ghosn disse à revista que a Renault está dizendo para a Red Bull que a equipe austríaca não conte com os motores, porque o momento ainda é de analisar a situação. Além disso, uma renegociação do contrato está no caminho.
Carlos Ghosn, diretor-executivo da Renault (Foto: AFP)
 "Temos analisado o que fazer. Estamos sendo claro em dizer 'não conte conosco como fornecedor de motores'. É claro que se você fornece motores, não é mencionado nas vitórias e é criticado quando tem problemas", afirmou.
 
"Nosso futuro é a razão da análise detalhada e da renegociação. Vamos ou sair ou ter nosso próprio time. Não temos uma decisão clara, ainda", disse.
 
Com a Renault deixando a Red Bull – espera-se que para comprar a Lotus -, a equipe chefiada por Christian Horner tem uma decisão complicada a fazer: há apenas outras três fornecedores na F1. A Mercedes já descartou a possibilidade, a Honda tem sérios problemas e não é opção, enquanto a Ferrari aparece como solução aparente – mas procurando chances de não fornecer motores de primeira mão.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube