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“Voe como uma borboleta, pique como uma abelha”. O velho mantra do eterno Muhammad Ali veste como uma luva o atual momento de Lewis Hamilton na F1. Outrora desmotivado com uma série de resultados negativos que tiveram fim em Mônaco, o tricampeão do mundo não só se reergueu, mas abalou as estruturas do até então impávido Nico Rosberg,
aplicando-lhe um golpe certeiro no último domingo (3) no circuito de Spielberg.
Depois de uma série de resultados ruins, como em
Mônaco e em
Montreal, o alemão já se mostrava abalado.
Em Baku, Nico ganhou um respiro, mas na Áustria foi jogado nas cordas por
Hamilton depois de fracassar miseravelmente na controversa tentativa de se defender e garantir uma vitória que parecia certa em Spielberg. Lewis não só venceu e diminuiu para
11 pontos a vantagem do rival na liderança do Mundial de Pilotos, como também se impôs no jogo psicológico. E ele sabe como poucos jogar esse jogo.
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Lewis Hamilton chega a Silverstone como grande favorito à vitória (Foto: Getty Images)
É diante de todo esse clima tenso, porém extremamente empolgante para o fã da F1, que acontece o GP da Inglaterra, a décima etapa do campeonato, neste fim de semana.
O bom das etapas chamadas ‘back-to-back’ é que, em polêmicas como a do último domingo na Áustria, não há nem tempo para o clima arrefecer. No caso da Mercedes, muito pelo contrário. O cenário efervescente que tomou conta da garagem prateada nas últimas semanas não deve mudar muito para Silverstone, por mais que a própria equipe se esforce em colocar panos quentes, como
no infame desmentido de Lauda na última quarta-feira.
O GP da Inglaterra é a grande chance que Hamilton tem para nocautear Rosberg psicologicamente. E nada como lutar em casa para colocar seu maior rival na lona e partir rumo ao tetra. Em termos de retrospecto, Lewis é o grande favorito à vitória em Silverstone: o tricampeão do mundo venceu lá em todos os anos em que chegou ao título: 2008, 2014 e 2015. De modo que uma vitória em casa pode significar, sim, uma grande arrancada rumo à quarta taça.
Nico Rosberg sentiu o golpe por perder a vitória (e do jeito que perdeu) na Áustria (Foto: Getty Images)
Por sua vez, Nico venceu em Silverstone apenas uma vez na F1, em 2013, quando a Mercedes ainda não era a força dominante dos dias de hoje. Rosberg também foi pole em uma oportunidade, em 2014, contra outras três de Lewis. De modo que está claro quem é franco favorito ao topo do pódio no domingo.
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Lewis chegará em alta a Silverstone. Neste cenário, o britânico é praticamente imbatível. Mas a postura de Rosberg na Áustria é um indicativo de que ele não vai se portar mais de forma tão passiva como antes, ainda que tenha de agir como agiu em Spielberg para tentar defender sua posição. E, no fim das contas, é disso que se trata a F1 e o esporte como um todo: cada um lutando pelo seu com as forças e o talento que tem, sem ordens de equipe ou interferências externas.
Claro que todo o foco por tudo o que vem acontecendo na Mercedes e o embate entre Hamilton e Rosberg ofuscam totalmente a participação das outras equipes no fim de semana em Silverstone. Os prateados são franco favoritos e só mesmo um incidente como o ocorrido em Barcelona ou um azar gigante pode tirar deles a vitória no fim de semana britânico.
Kimi Räikkönen, numa declaração otimista demais até para os seus padrões, falou em vitória na Inglaterra. Não é para tanto, claro. Mas a chance de pódio no fim de semana é evidente. Como também parece claro que a Red Bull vem para ser a terceira força. Não apenas pelo equilíbrio do melhor chassi do grid com o motor Renault, cada vez melhor, mas também pela inoperância da Williams,
que foi medíocre, nas palavras de Rob Smedley, na Áustria, onde dela muito se esperava. De modo que a expectativa para o GP da Inglaterra é de dificuldades, ainda que
Felipe Massa, Valtteri Bottas e Pat Symonds ensaiem um discurso otimista sobre a corrida em casa.
Desempenho da Williams de Massa na Inglaterra é uma incógnita (Foto: Getty Images)
A Force India, por sua vez, é uma incógnita para Silverstone. Na casa do time anglo-indiano, acredita-se que o GP da Áustria se mostre como uma prova fora da curva e que o bom desempenho volte com tudo. Sinceramente, não dá mais para contar com Nico Hülkenberg, que fracassou retumbantemente em Spielberg depois de gerar a expectativa de um bom desempenho após largar em segundo. Sergio Pérez também sofreu com o desempenho dos freios, mas em Silverstone a exigência das frenagens é apenas média, o que deve colocar de novo o time de Vijay Mallya na busca por bons pontos e, talvez, até outro pódio em 2016.
Quanto à Sauber, mesmo com uma versão um pouco mais potente do motor Ferrari, não dá para esperar muito mais no GP da Inglaterra. O C35 de Felipe Nasr e Marcus Ericsson não conta com nenhuma atualização desde o começo do ano e assim deve ser ao menos até o GP da Hungria. Mas o time suíço corre sob pressão, já que é o único no zero no Mundial de Construtores depois de a Manor pontuar com Pascal Wehrlein na Áustria. Já a Haas, que também vai contar com a unidade de potência atualizada construída em Maranello, é um time que pode almejar os pontos na Inglaterra, ainda mais depois do bom sétimo lugar de Romain Grosjean no último domingo.
Jenson Button jamais foi ao pódio correndo em casa. E nada indica que será desta vez (Foto: Getty Images)
Pneus: fator-chave do fim de semana em Silverstone
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Se em Spielberg Hamilton e Rosberg optaram por combinações distintas de pneus, para o fim de semana na Inglaterra a escolha é a mesma: um de pneu duro, cinco de médios e sete de macios. A Ferrari também tem a mesma combinação entre seus pilotos: Sebastian Vettel e Räikkönen escolheram dois jogos de compostos duros, três de médios e oito de macios. A Williams vai com a mesma escolha de pneus da Mercedes.
O próximo round da luta entre Hamilton e Rosberg será em Silverstone (Foto: Getty Images)
Já a Sauber foi a equipe que mais ousou: Felipe Nasr e Marcus Ericsson têm previstos para usar, cada, um jogo de pneus duros, três de médios e nove de macios. Mas tudo depende também do tempo neste fim de semana, já que a tradição é de chuva em Silverstone, com o fim de semana com tendência de clima tipicamente britânico.
“Com a maioria das equipes escolhendo os compostos mais macios disponíveis, uma tendência consistente que estamos vendo neste ano, está claro que a intenção de muitos pilotos é fazer uma estratégia agressiva, já que em uma pista como Silverstone pode resultar em muitos pit-stops. Como vimos no ano passado, a meteorologia é tipicamente britânica, o que significa que vamos encarar uma corrida imprevisível”, declarou Paul Hembery, diretor esportivo da Pirelli.
Previsão do tempo
É sempre arriscado indicar qualquer prognóstico para Silverstone diante de toda a variação climática da região. Segundo o ‘Accuweather’, há expectativa de temperaturas amenas e a previsão é de 60% de chance de chuva para o domingo, com o céu sempre nublado. Para a sexta-feira de treinos livres e o sábado em que acontece o TL3 e também a definição do grid de largada, a previsão inicial é de tempo carrancudo, mas sem indicativo de chuva para a região da antiga base aérea britânica.
Prognóstico do GRANDE PRÊMIO
|
1 |
44 |
LEWIS HAMILTON |
ING |
MERCEDES |
|
2 |
5 |
SEBASTIAN VETTEL |
ALE |
FERRARI |
|
3 |
6 |
NICO ROSBERG |
ALE |
MERCEDES |
|
4 |
11 |
SERGIO PÉREZ |
MEX |
FORCE INDIA MERCEDES |
|
5 |
3 |
DANIEL RICCIARDO |
AUS |
RED BULL TAG HEUER |
PADDOCK GP #36 ANALISA FIM DE SEMANA DE POLÊMICAS NA F1 E NA F-E
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