Primeira fase da F1 vê desobediência de Vettel, teste secreto e chiadeira geral por conta dos pneus

Primeira parte da temporada 2013 da F1 foi bastante agitada e marcada pelas ordens polêmicas de Red Bull e Mercedes, além de todo o imbróglio dos pneus Pirelli, que forçaram a fornecedora a mudar seus produtos na segunda parte do ano

Vettel assombra concorrência na segunda parte de 2013 e fatura 4° título
As melhores imagens da temporada 2013 da F1

A F1 viveu em 2013 uma das temporadas mais conflituosas, controversas e divertidas dos últimos tempos e ainda acompanhou assombrada o domínio de um jovem e impetuoso piloto. Sebastian Vettel foi absolutamente impecável. E ainda é difícil de encontrar as palavras que melhor representam os feitos desse rapaz de apenas 26 anos, que alcançou neste ano seu quarto título mundial de forma consecutiva. Foram 13 vitórias e mais nove poles. Bateu e igualou recordes ao escrever mais um capítulo de sua já espantosa carreira, sempre apoiado pela afinada Red Bull, comandada de maneira firme pelo trio Christian Horner, Adrian Newey e Helmut Marko.

Mas o Mundial 2013 também assistiu a outros pequenos e grandes capítulos. Foi um ano controverso, marcado por ordens de equipe e desobediência. Vettel mostrou que também tem seu lado mais negro ao não permitir a vitória de Mark Webber na Malásia, mesmo diante de um pedido da equipe. A Mercedes, comandada pelo veterano Ross Brawn, também lançou mão do artifício, mas viu Rosberg consentir. A Ferrari, velha de guerra quando o assunto é ordem de equipe, já não tem pudor algum na hora de escolher suas estratégias e os benefícios ao primeiro piloto.

Ainda no campo dos conflitos, o teste secreto conduzido pela Pirelli em conjunto com a Mercedes também foi outro momento de destaque. A sessão em Barcelona provocou uma grande revolta nas adversárias, especialmente entre os atuais campeões e o time de Maranello. O caso foi parar nos tribunais, como meio também de aquietar as duas gigantes.

Porém, o pior ainda estava por vir, com os estouros dos pneus durante o GP da Inglaterra. A Pirelli foi obrigada a mudar seus produtos às pressas, mas também soube se impor na hora de exigir mais testes. A fornecedora se fez ouvir e usou o treino de novatos, na metade de julho, para aperfeiçoar os compostos e encerrar as discussões sobre segurança e fragilidade dos pneus. A alteração é claro gerou reclamações entre os times que haviam se dado melhor com os pneus originais.

Os bastidores do paddock também fervilharam em 2013. Nunca uma ‘Silly Season’ foi movimentada e cheia de alternativas. Do momento que Webber anunciou a aposentadoria da F1, as especulações se multiplicaram. No fim, com exceção da Mercedes, todas as demais equipes de ponta mudaram suas duplas para o próximo campeonato, que vai marcar também uma grande alteração nos regulamentos técnicos e esportivos da F1.

Sebastian Vettel conquistou em 2013 o quarto título na F1 (Foto: Getty Images)

O GRANDE PRÊMIO relembra agora e em duas partes a temporada 2013 da F1. Confira: 

A F1 chegou a Melbourne, no dia 17 de março, para a disputa do GP da Austrália, a abertura do campeonato de 2013. O grid estava um pouco diferente com relação ao ano anterior. Além de os carros poderem contar com uma plaquinha para esconder o horrível degrau no bico, havia algumas mudanças nas escalações. Lewis Hamilton deixara a McLaren na tentativa de transformar a Mercedes em uma campeã mundial, enquanto acabara substituído por Sergio Pérez, em Woking.

A Sauber contava com Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez, nos lugares de Pérez e Kamui Kobayashi, enquanto a Force India trouxe Adrian Sutil de volta. Com apenas Felipe Massa de brasileiro, o grid ainda tinha cinco novatos: Valtteri Bottas, Gutiérrez, Jules Bianchi, Max Chilton e Giedo van der Garde.

Os cinco, aliás, já enfrentaram dificuldades logo no primeiro fim de semana na categoria. Por causa do mau tempo em Melbourne, o treino classificatório foi paralisado logo após o Q1 e só voltou a ser disputado no domingo, momentos antes da corrida. Isso não impediu que Sebastian Vettel ficasse com a pole-position. Outro destaque da sessão foi Massa, que se recuperou de um acidente no dia anterior para terminar em quarto e à frente de Fernando Alonso.

Pódio memorável em Albert Park, composto apenas por campeões mundiais (Foto: Getty Images)

A prova foi disputada na base da estratégia de pneus. Enquanto Ferrari, Red Bull e Mercedes optaram por fazer duas paradas, quem avançou na classificação foi Adrian Sutil. O alemão foi ao pit-lane apenas em duas oportunidades e chegou a liderar boa parte da prova. Kimi Räikkönen repetiu a tática e assumiu a liderança nos giros finais, após a visita final dos rivais aos boxes. “Foi a vitória mais fácil da minha carreira”, cravou o danado finlandês da Lotus.

Alonso foi o segundo, enquanto Vettel conseguiu se defender de Massa para ficar com o último lugar do pódio. Mesmo com o bom momento no começo da prova, Sutil foi apenas o sétimo colocado.

O INÍCIO DO FIM

Se você achou o GP da Austrália tumultuado com a classificação atrasada e todo o drama dos pneus, o GP da Malásia esquentou o campeonato logo cedo. Disputado uma semana depois da corrida de Melbourne, a segunda prova do campeonato trouxe dificuldades para todas as equipes e acabaria ainda mudando os rumos de 2013.

Tudo começou no domingo, 24 de março, quando a previsão do tempo indicava chuva forte para toda a prova. No entanto, embora a largada tenha sido dada com o asfalto molhado, a corrida não teve água. Assim, Sebastian Vettel, partindo da pole-position mais uma vez, optou por logo fazer a parada e trocar o composto intermediário pelo macio. A tática não deu tão certo quanto o piloto da Red Bull esperava e o obrigou a escalar o pelotão.

Enquanto isso, Alonso também tinha problemas. O espanhol havia tocado no germânico no começo da prova e danificado a asa dianteira. A peça acabou estourando na reta principal, obrigando o bicampeão a deixar a corrida, ainda nas primeiras voltas.

Na parte final do GP malaio, Vettel alcançou o companheiro de equipe, Mark Webber, que estava na liderança, mas ouviu de Christian Horner que era para poupar o equipamento e não tentar a ultrapassagem. O germânico ignorou a ordem, quase tocou no australiano, mas conseguiu assumir a liderança e vencer a prova em Sepang.

Irritado, Webber mostrou o dedo do meio para o alemão e disse que ele havia desrespeitado a então desconhecida ordem ‘Multi21’, de não mudar as posições. O ambiente entre os energéticos ficou pesado depois das duras críticas que Webber fez ao companheiro, inclusive durante a entrevista ainda no pódio.

Entrevista coletiva das mais tensas no GP da Malásia (Foto: Getty Images)

Embora tivesse mais uma vez se classificado à frente de Alonso, com a segunda colocação no grid, Massa sofreu com os pneus e completou a prova apenas em quinto, atrás também dos dois carros da Mercedes. A equipe germânica, aliás, viveu uma situação parecida com a da Red Bull, com Ross Brawn impedindo Nico Rosberg – mais rápido – de ultrapassar Lewis Hamilton na luta pelo quarto lugar. O germânico ficou frustrado, e a situação gerou desgaste dentro da equipe de Brackley.

Se o GP da Malásia parecia o fundo do poço de Webber na F1, o australiano certamente não ficou satisfeito com o que aconteceu na China. Os problemas do veterano começaram logo no treino classificatório, quando sofreu uma pane seca no Q2. Por ter ficado sem gasolina, ele foi obrigado a largar da última colocação.

Apesar de Hamilton ter conquistado a primeira pole para a Mercedes no circuito de Xangai, não demorou para que Fernando Alonso fizesse uso de uma Ferrari que poupava pneus para subir para a liderança. Mais atrás, Vettel era obrigado a fazer uma corrida de recuperação. Com problemas no freio, o tricampeão não participou do Q3 e foi obrigado a largar em nono.

Com Vettel fora da briga, Alonso não teve dificuldades para receber a bandeira quadriculada na frente, seguido por Kimi Räikkönen. Hamilton terminou em terceiro, mas quem se destacou no fim foi o alemão da Red Bull. Seb tinha conseguido tirar mais de 10s de desvantagem nas últimas três voltas e por muito pouco não passou o carro da Mercedes para subir ao pódio.

O outro bólido rubro-taurino não teve a mesma sorte. Na tentativa de ganhar terreno, Webber tocou em Jean-Éric Vergne e foi obrigado a ir aos boxes para fazer os reparos necessários. No retorno à pista, a roda traseira direita se soltou, provocando o abandono do azarado piloto.

Massa, por sua vez, foi o sexto. A F1 voltou ao Bahrein no dia 21 de abril após os protestos voltarem a ameaçar a realização da corrida. Mais uma vez, o drama ficou apenas dentro da pista, com Nico Rosberg conquistando a pole-position. Só que a degradação dos compostos impediu que o alemão tivesse uma boa prova, permitindo que Vettel logo assumisse a liderança e disparasse na frente. O alemão ainda foi beneficiado por um novo problema do bicampeão da Ferrari.

O espanhol teve a asa traseira móvel travada após tentar fazer uma ultrapassagem e precisou ir aos boxes duas vezes para consertar o artifício. Por causa disso, Alonso não pode mais usar a peça na corrida. Com o asturiano fora da disputa, Räikkönen e Romain Grosjean aproveitaram o bom carro da Lotus para subirem ao pódio. Com problemas nos pneus, Felipe foi somente o 15º.

Vettel superou o calor no Bahrein e venceu pela segunda vez no ano (Foto: Getty Images)

PNEUS NO OLHO DO FURACÃO

Depois das corridas na Oceania e na Ásia, a F1 retornou à Europa no dia 12 de maio, em Barcelona e, mais uma vez, os pneus foram o assunto da vez. O problema dos compostos foi tão grande que, apesar de a Mercedes ter dominado a primeira fila do grid, Rosberg terminou apenas em sexto, enquanto Hamilton sequer marcou pontos.

A situação também prejudicou a Red Bull. Vettel esperava fazer uma estratégia de três paradas, mas foi obrigado a fazer um quarto pit-stop devido ao desgaste excessivo da borracha italiana da Pirelli. O problema é que, não importando qual fosse a tática, o germânico em momento algum conseguiu acompanhar o ritmo de Fernando Alonso.

Assim, o espanhol recebeu a bandeira quadriculada na frente pela segunda vez em 2013, comemorando bastante o triunfo, com direito até mesmo a pegar a bandeira da Espanha. Essa também foi a primeira vez, desde 2006, que o asturiano venceu em Barcelona. Räikkönen mais uma vez foi o segundo, enquanto Massa subiu ao pódio com o terceiro lugar na Catalunha.

Por causa do elevado desgaste dos pneus, a Red Bull e a Mercedes começaram a pressionar a Pirelli para mudar os compostos. Apesar disso, não havia consenso dentro do grid, já que Ferrari, Lotus e Force India – com carros que tratavam melhor a borracha – alegavam que o pneu deveria ser o mesmo por toda a temporada.

A POLÊMICA REAÇÃO DA MERCEDES

Parecia que era pedra cantada a vitória da Mercedes no GP de Mônaco, onde a F1 desembarcou em 26 de maio. Até então, as flechas prateadas haviam se mostrado bastante rápidas, porém, incapazes de administrar o desgaste dos tão polêmicos pneus da Pirelli em 2013.

No Principado, largando da pole, seria possível segurar o pelotão durante toda a prova para, enfim, desencantar. Não deu outra. Rosberg fez a pole em Monte Carlo e teve a companhia Hamilton na primeira fila. Nada mudou até a 30ª volta, quando o safety-car entrou em cena após o acidente de Massa – foi o início de uma péssima sequência para o brasileiro.

Nas paradas repentinas nos boxes, Vettel e Webber conseguiram passar pelo inglês, mas Rosberg seguiu em primeiro. Não havia espaço para ultrapassagens, e o tedesco se manteve na ponta até o fim, vencendo pela primeira vez em Monte Carlo.

A Mercedes, é claro, fez festa. Porém, havia um tom enorme de preocupação no ar. Horas antes da largada estourou o grande escândalo desta década na F1: o teste secreto dos alemães, conduzido pela Pirelli, na Catalunha. Como pode, no mundo de hoje, alguém fazer um teste ilegal de 1000 km com o carro de 2013 em Montmeló e achar que ninguém vai descobrir? Pois é.

Nico Rosberg festeja vitória no GP de Mônaco (Foto: Getty Images)

A notícia vazou em menos de dez dias, e um enorme alvoroço foi criado no paddock monegasco, inflamado por críticas e reclamações de Red Bull e Ferrari.

A novela se estendeu por mais duas semanas e, no GP do Canadá no início de junho, só se falava disso. Acabou que a vitória dominante de Vettel no circuito Gilles Villeneuve ficou em terceiro plano.

E antes fosse o teste secreto o tema do noticiário nos dias seguintes ao GP. Morreu, pouco depois da corrida, o fiscal Mark Robinson, 38, atropelado pelo guincho que fazia o resgate do carro de Esteban Gutiérrez. Robinson agachou para pegar o comunicador que derrubara, tropeçou e caiu bem à frente da roda do trator. Foi a primeira morte em um evento da F1 desde o GP da Austrália de 2001. Naquele ano, o também fiscal Graham Beveridge foi atingido por uma roda que atravessou a grade de proteção em decorrência do acidente entre Ralf Schumacher e Jacques Villeneuve.

No Canadá, aliás, a Pirelli testou um pneu protótipo nos treinos de sexta-feira, atendendo aos anseios e reclamações das equipes. Fazer uma alteração àquela altura, contudo, seria bem difícil: Lotus, Ferrari e Force India, que estavam se dando bem com os pneus que começaram 2013, eram contrárias.

Até o GP da Inglaterra.

Antes da F1 viajar para o Reino Unido, os olhos de todos se voltaram para o Tribunal Internacional da FIA em Paris, onde Mercedes e Pirelli receberam reprimendas, e a equipe prateada ainda foi suspensa do teste de novatos. Deu pizza, no fim das contas.

Felipe Massa também enfrentou problemas com os pneus em Silverstone (Foto: Getty Images)

O ADEUS DE WEBBER

A quinta-feira em Silverstone começou com uma notícia bombástica: Webber anunciou, unilateralmente, sua aposentadoria do Mundial de F1 para competir no Mundial de Endurance com a Porsche. A própria Red Bull foi pega de surpresa com a revelação do australiano. Começava ali a ‘Silly Season’ 2013-2014: estava aberta uma vaga na melhor equipe da F1.

Os candidatos eram três: os dois garotos da Toro Rosso, Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, e Kimi Räikkönen. Até o anúncio, dois meses e meio depois, muita coisa aconteceria, o que ajudou a rechear ainda mais o noticiário pelo mundo.

Vergne é que durou pouco na briga: a Red Bull encerrou as esperanças do francês ao escalar Ricciardo para o teste de novatos que aconteceu três semanas depois, na mesma pista de Silverstone.

F1 EM CRISE

Na pista, o fim de semana do GP da Inglaterra, em 30 de junho, começou com chuva e terminou num belo domingo de sol, que ficou ainda mais quente com uma nova polêmica envolvendo os pneus. Hamilton fez mais uma pole para a Mercedes, mas não durou muito na liderança. A sala de imprensa do circuito inglês foi tomada por incontáveis interjeições em tom de lamentação quando o pneu traseiro esquerdo do britânico explodiu.

De repente, o mesmo aconteceu com Massa e Vergne. O safety-car foi acionado às pressas, e todos correram para os boxes para colocar pneus novos. Nos bastidores, uma tensa discussão chegou a propor a paralisação da corrida. A decisão foi pela continuação do show, mas com uma cautela acima do normal – no final, Pérez também teria problemas.

Vettel herdou a liderança e parecia caminhar tranquilo para a vitória até o câmbio da Red Bull quebrar e abrir caminho para Rosberg vencer pela segunda vez.

Tão logo a corrida terminou, uma intensa movimentação teve início no paddock inglês, com os jornalistas correndo de um lado para o outro atrás dos principais personagens. Ali, a maioria dos pilotos e das equipes fez coro por uma mudança imediata: tudo em nome da segurança.

Diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery falou muito menos do que costuma falar: limitou-se a dizer que não podia dar nenhuma explicação precisa naquele momento e que as causas seriam investigadas. Detritos e pontas de zebras foram considerados culpados.

O maior problema é que havia um curto intervalo até a corrida seguinte: o GP da Alemanha foi realizado sete dias depois, em Nürburgring. Até ameaça de boicote dos pilotos rolou. Não teve jeito: a FIA precisou passar por cima do regulamento e impor a introdução de novos pneus.

O momento decisivo em Silverstone: Vettel abandona e 'entrega' vitória a Rosberg (Foto: Getty Images)

Para a Alemanha, foram levadas unidades semelhantes àquelas testadas no Canadá, mais próximas às de 2012. Isso deu tempo para que a Pirelli usasse o intervalo de três semanas até o GP da Hungria para construir novos pneus, mesclando o composto da borracha de 2013 com a estrutura usada até o ano passado.

SEGURANÇA DE VOLTA À PAUTA

O fim de semana em Nürburgring foi bem mais tranquilo. Como a Pirelli prometeu, os pneus não apresentaram problemas. O que ocorreu de negativo foi o acidente nos boxes durante a corrida com o cinegrafista Paul Allen, atingido por uma roda que se soltou do carro de Mark Webber após um pit-stop da Red Bull. De costas, Allen não viu a aproximação do pneu. Ele acabou fraturando as costelas, o ombro e sofrendo uma concussão cerebral.

O lance abriu o debate para formas de aprimorar a segurança dos pit-stops – uma das medidas foi reduzir a velocidade máxima dos bólidos no pit-lane para 80 km/h nas classificações e corridas, bem como limitar ao máximo a quantidade de pessoas que pode circular pelo local durante as atividades de pista: a partir do GP da Hungria, um limite de 25 fotógrafos/jornalistas foi imposto – a proposta inicial era zero.

Não só de acontecimentos ruins foi feito o GP da Alemanha. A corrida também viu uma festa bonita por parte de Vettel, que ganhou em casa pela primeira vez. Foi difícil: ele precisou segurar os muitos ataques de Räikkönen e Grosjean para ganhar. A Ferrari é que viu as coisas se complicando ainda mais.

No sábado, a equipe, pela primeira vez em muito tempo, se mostrou rápida na classificação. Massa liderou o Q1 e o Q2. No Q3, os italianos resolveram mandar os dois pilotos com pneus mais duros para a pista, pensando em uma estratégia diferente para a corrida. Eles dividiram a quarta fila do grid, e Alonso até conseguiu fazer progresso, terminando a prova em quarto.

O brasileiro cometeu um erro estranho no fim da reta dos boxes, rodou e foi forçado a abandonar já na terceira volta. Essa pode ter sido a última corrida de F1 no lendário circuito de Nürburgring: o autódromo está à venda e o futuro segue incerto.

Para que o GP pudesse acontecer lá neste ano, os organizadores tiveram de fechar um acordo especial com Bernie Ecclestone, cujos termos não foram divulgados. Em 2014, a corrida volta para Hockenheim, obedecendo a regra do revezamento alemão.

HAMILTON DESENCANTA NA MERCEDES

Hamilton se tornou o primeiro piloto a vencer um GP em cada uma de suas sete primeiras temporadas na F1 ao cruzar a linha de chegada em primeiro no Hungaroring, no fim de julho. A Mercedes terminava a primeira parte da temporada com três vitórias em cinco corridas e dando bons indícios de que seria capaz de caçar a Red Bull. Ainda mais com a mudança nos pneus: ao ganhar aquele GP, parecia evidente que as Flechas Prateadas poderiam ir longe em 2013.

Novamente em um circuito travado como Mônaco, onde o desgaste dos pneus não influiu tanto no resultado apesar das altíssimas temperaturas – quase 40ºC na corrida –, a Mercedes se deu bem. Hamilton largou da pole e foi brigando com Grosjean e Vettel, além de Kimi. Só que o francês ficou para trás ao receber uma punição controversa, embora a regra estivesse sendo seguida à risca, e perdeu a chance de lutar pela conquista inédita.

Lewis exibe o belíssimo troféu recebido pela vitória neste domingo em Hungaroring (Foto: Getty Images)

O destino indicaria, porém, que a vitória de Hamilton na Hungria se deu muito mais por causa de uma relação bastante particular do piloto com o circuito. O inglês venceu a prova húngara em 2007, 2009, 2012 e 2013. Em sete oportunidades, são quatro poles e quatro triunfos em Budapeste.

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