Prost diz que ser dono de equipe foi seu “maior erro” e revela brincadeira para que Senna fosse seu piloto: “Seria fantástico”

Tetracampeão da F1, Alain Prost admitiu que o maior erro de sua carreira foi ter se tornado dono de equipe. Ex-piloto contou que brincou com Ayrton Senna pouco antes do acidente fatal de Ímola dizendo que seria bom ter o brasileiro defendendo sua equipe

Alain Prost não gostou muito da experiência de ter sua própria equipe na F1. Em entrevista ao site da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o tetracampeão contou que se tornar dono de equipe foi seu “maior erro” e revelou que quis desistir da compra dias antes de assinar o acordo.
 
Às vésperas da temporada 1997, Alain comprou a Ligier para dar vida à Prost, uma equipe que ficou no Mundial até 2001, disputando um total de 83 provas e conquistando três pódios, dois com Olivier Panis — um terceiro lugar no Brasil e um segundo na Espanha em 1997 — e um com Jarno Trulli — um segundo lugar em Nürburgring.
Alain Prost contou que se arrependeu de ser dono de equipe na F1 (Foto: e.dams)
O declínio da equipe começou em 1998, quando a Peugeot passou a ser a fornecedora de motores do time. 
 
“Três meses depois de começar o time, nós tivemos alguns resultados muito bons e nós quase vencemos uma corrida”, lembrou Prost, se referindo ao GP do Canadá, quando Panis perdeu sua chance de vitória com um acidente. “Mas para a minha família e meu amigos mais próximos, eu dizia: ‘Estou morto’. Sabia desde o início. Conheço a F1 bem demais. Conheço o país bem demais”, justificou.
 
 “Se cometi um erro, foi esse. Teria sido melhor não fazer isso. Não deveria ter tomado a decisão de fazer isso no último minuto”, defendeu. “Dois dias antes de assinar o contrato, eu não queria mais. Nós tínhamos um plano com a Peugeot, e um contrato de cinco anos de motores de graça, com muito desenvolvimento. Dois dias antes de eu assinar, eles voltaram atrás e seriam só três anos e eu teria de pagar pelo motor. No fim, fiquei feliz em parar”, explicou. 
 
Além disso, Prost contou que chegou a brincar com Ayrton Senna pouco antes do acidente fatal de Ímola sobre a possibilidade de os dois trabalharem juntos, o francês como chefe de equipe e o brasileiro como piloto. A dupla tinha divido as atenções na McLaren em 1988 e 1989.
 
“É engraçado. Talvez uma semana antes do acidente, nós estávamos conversando no telefone e eu disse ao Ayrton: ‘Sabe, seria divertido se um dia, se eu tivesse um time, você fosse meu piloto’. E nós estávamos rindo disso. Na época, nós já estávamos falando de comprar a Ligier. No início de 94. Isso teria sido fantástico, definitivamente muito bom”, concluiu.
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