Prost vê mudança no comportamento dos fãs e acredita que F1 está pagando pelas críticas ao novo regulamento

Alain Prost acredita que a F1 está pagando pelas críticas que recebeu em relação ao novo regulamento técnico. Ex-piloto avaliou que os fãs hoje não são tão interessados em inovações tecnológicas como eram no passado

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Alain Prost acredita que a F1 está pagando o preço da reação negativa à introdução do novo regulamento técnico do Mundial. O início da temporada foi marcado por muitas críticas, especialmente em relação ao ronco dos novos motores V6 turbo.
 
“O que eu não gostei no início do ano foram todas as críticas, vindo até mesmo de pessoas de dentro da F1”, disse Prost à revista britânica ‘Autosport’. “Era uma mensagem muito, muito negativa para a F1, vinda de alguns pilotos e alguns chefes de equipe”, recordou.
Alain Prost lamentou críticas feitas ao novo regulamento da F1 no início do ano (Foto: Carsten Horst/Hyset)
“A decisão foi tomada anos atrás e acho que foi o caminho certo a seguir, apesar de o custo ter sido um pouco maior”, opinou. “A situação econômica quatro anos atrás não era a mesma de hoje. Mas você tem de aceitar isso — e mesmo que não seja perfeita, todos têm que apoiar o projeto”, defendeu.
 
Além disso, Prost avaliou que os fãs não abraçaram o novo rumo da F1 e disse acreditar que os torcedores de hoje não se interessam tanto por tecnologia como antes.
 
“Fiquei um pouco desapontado por não termos conseguido explicar o bastante o motivo de esta mudança ter sido feita em termos de motores e como funcionou”, lamentou. “A percepção do público e dos fãs não foi a que esperávamos. Isso é um sinal e algo que ainda não entendemos: por que motivo as pessoas não estão mais interessadas em tecnologia como antes”, comentou.
 
“Se você lembrar 30 anos atrás, quando tínhamos os carros com efeito solo, os motores turbo e a fibra de carbono, todos entravam no clima de ‘estamos melhorando as coisas, novidades e isso é interessante’”, citou. “Hoje, estou desapontado: não sei se isso vai voltar. Talvez seja porque tiveram sinais negativos. Pode ser só isso. Acho que foi a coisa certa, mesmo que não seja de tudo perfeito”, concluiu.
O QUE SERÁ DA FERRARI?

A Ferrari está passando por uma reformulação tão profunda que, após 23 anos, Luca di Montezemolo deixou a presidência. É uma tentativa de mudar completamente a filosofia e os métodos para levar a mais vitoriosa equipe da história da F1 de volta ao topo — e com uma troca de pilotos que já vem dando o que falar nestes últimos dias.

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A reportagem completa está na REVISTA WARM UP.

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