Red Bull lembra sofrimento na era híbrida, mas diz que “nunca perdeu fé” de voltar a vencer
Christian Horner celebrou o empenho de cada membro da Red Bull em voltar a ganhar um título de equipes depois de oito anos de domínio da Mercedes. O inglês também dedicou a temporada de 2022 a Dietrich Mateschitz, fundador do time
Depois de um Mundial de Pilotos histórico em 2021, a Red Bull teve uma temporada digna da sua primeira era de ouro na Fórmula 1, empurrada pelo talento de um novo gênio do esporte, Max Verstappen. Mas Christian Horner fez questão de destacar todo o trabalho em conjunto de cada membro da base em Milton Keynes, ressaltando que a equipe “nunca perdeu a fé”, mesmo diante de um longo domínio de oito anos da Mercedes.
No último GP da temporada 2022, em Abu Dhabi, Verstappen chegou à sua 15ª vitória no ano, ampliando o recorde de triunfos num mesmo campeonato. Sergio Pérez terminou em terceiro, atrás de Charles Leclerc, e perdeu o vice-campeonato, mas Horner reconheceu o “ano incrível” de todos.
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“Que ano! Foi um ano incrível para a equipe. O trabalho árduo nos bastidores, todos fizeram um esforço hercúleo. Foi imenso”, celebrou o inglês em entrevista à Sky Sports. “Tivemos obstáculos ao longo do caminho, mas veja o que conseguimos, superou qualquer coisa que poderíamos ter imaginado ou alcançado por nós mesmos”, salientou.
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A última vez que a Red Bull conquistou um título de equipes foi em 2013, ano que também marcou o tetracampeonato de Sebastian Vettel com os taurinos. No ano seguinte, a F1 deu início à era híbrida, e a Mercedes passou a ditar o ritmo. Nos oitos anos em que os alemães foram supremos, e equipe austríaca conquistou quatro vice-campeonatos, três terceiros e um quarto lugar na classificação.
“Sofremos muito. Em 2014, com a mudança de regulamento, não chegamos a lugar nenhum”, lembrou Horner, destacando, no entanto, que a Red Bull “nunca perdeu a fé”. “Muitos desanimaram, mas é preciso manter o foco no alvo. E todos se mantiveram focados no desafio de voltar a vencer”, acrescentou.
“Alcançamos isso no ano passado, e agora demos um passo adiante. Recuperar o título de construtores após oito longos anos é uma prova de dedicação e fé”, completou Horner.
Por fim, o dirigente citou Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull que morreu em outubro, dedicando mais uma vez a conquista de 2022 ao empresário.
“2021 consumiu cada grama de energia de cada membro da equipe. Passamos por altos e baixos este ano e tivemos problemas para lidar. Tivemos de lidar com a perda de nosso proprietário, Dietrich Mateschitz. A F1 era sua paixão. Ele deu chance a tantos pilotos, ele nos deu uma chance. Precisamos dedicar este campeonato a ele”, concluiu Horner.
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