F1

Red Bull evolui e deveria brigar por vice dos Construtores, mas Gasly não deixa

O trabalho forte da Honda com a Red Bull foi premiado com a vitória de Max Verstappen na Áustria. A impressão passada é a de que o time poderia bater de frente com a Ferrari pelo posto de segunda força do grid, mas desempenhos péssimos de Pierre Gasly enfraquecem os taurinos na disputa

Grande Prêmio / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
A vitória de Max Verstappen na Áustria coroou o início de uma bela parceria entre Red Bull e Honda. Após anos batendo cabeça com a Renault após a mudança de regulamento de 2014, os austríacos encontraram um parceiro com a mesma necessidade de se provar. É claro que o desempenho, ao menos em 2019, não será igual ao de Mercedes e Ferrari em todas as corridas, mas os taurinos mostraram um bom avanço até aqui.
 
O crescimento tem muito mérito de Max Verstappen. O holandês vive uma fase sensacional, mantém a sua agressividade misturada com a regularidade, constantemente chegando à frente de alguma Ferrari. A impressão passada é que a Red Bull até poderia brigar pelo posto de segunda equipe, mas é barrada por um elemento: Pierre Gasly.
 
O piloto francês foi promovido da Toro Rosso para a Red Bull neste ano, mas não consegue se encontrar. Chegar em sexto nas corridas seria mais do que a obrigação de Gasly, e este fácil objetivo não foi alcançado nas últimas três corridas. Além de se classificar muito mal, não consegue superar o restante dos pilotos do grid. A diferença entre os dois companheiros na tabela de classificação está bem próxima dos 100 pontos.
Pierre Gasly (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
"Acho que o Pierre está vivendo um período difícil e estamos fazendo o melhor para apoiá-lo. Ele só precisa de um 'reset' mental. Sabemos do que ele é capaz e acho que só precisamos dar um jeito de apertar 'Ctrl+Alt+Del' na cabeça dele e começar tudo de novo. Ele é um piloto rápido, acho que o problema é que o Max está toda semana indo muito bem e botando mais pressão na performance dele", declarou Christian Horner, chefe de equipe, ao site norte-americano 'Motorsport.com.'
 
A presença de Verstappen, cada vez mais espetacular, pouco ajuda o desempenho de Pierre, e definitivamente atrapalha a evolução do time, que não vê abandonos por parte das rivais e fica cada vez mais para trás na tabela dos construtores. 
Pierre Gasly (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
No contexto da saída de Daniel Ricciardo, a escolha por Gasly é justificável. Afinal, o francês é mais novo que Carlos Sainz, carregava uma bagagem maior nas categorias de base e conseguiu resultados mais impressionantes que o espanhol e com um carro bem mais limitado. Sainz desabrochou justamente quando sua afiliação com a Red Bull foi encerrada.
 
O problema é que Gasly sequer cumpre com a sua teórica obrigação até agora, que é chegar à frente de carros da chamada 'F1 B' em todas as corridas. O francês não se adaptou ao carro montado inteiramente para Verstappen. Os resultados são classificações muito ruins e ritmos de corrida piores ainda. 
 
Porém, não está tudo perdido para Gasly. Com mais três corridas antes da pausa no campeonato, o francês pode utilizar as férias de verão como intertemporada para convencer nas etapas restantes do campeonato. Conhecida por acelerar e queimar seus pilotos rapidamente, a Red Bull não conta com cartas na manga para esta situação, e o investimento no jovem Pierre ainda é a melhor solução.
 

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