Red Bull já fala sobre fabricar próprios motores: “As escavadeiras podem começar”

No dia seguinte ao congelamento de motores ser confirmado pela FIA para o triênio 2022-24, a Red Bull deu primeiros detalhes de seus próprios motores

A Red Bull se prepara para uma nova realidade a partir da temporada 2022: a de fabricar os próprios motores. Com o anúncio da retirada da Honda da Fórmula 1 no fim deste ano, a companhia dos energéticos precisou se decidir entre comprar motores das montadoras restantes – Renault, Ferrari e Mercedes – ou adquirir o projeto da Honda e tomar conta com as próprias pernas. O trabalho para a segunda opção está em curso.

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Quem afirmou foi o consultor Helmut Marko. Após Red Bull e a AlphaTauri trabalharem pelo congelamento dos motores para o triênio 2022-24, a decisão foi simplificada. Como não conta com capacidade de desenvolver motores, o congelamento permite que apenas a aplicação da propriedade intelectual da Honda faça a Red Bull se manter competitiva durante o período.

Apesar disso, não se tinha detalhes da operação até agora. Marko fez as primeiras confirmações sobre os planos, incluindo o nome da nova empresa e o fato de que irá operar, mesmo, de dentro da fábrica de Milton Keynes, na Inglaterra.

“A entidade irá se chamar Red Bull Powertrains. O Prédio Oito, um dos nossos prédios, está sendo adaptado para se tornar uma fábrica de motores. Tudo isso está acontecendo, começando agora”, avaliou à revista alemã Motorsport Magazin.

A Honda até conta com uma base em Milton Keynes, mas a prática é diferente e visa as tecnologias mais híbridas, enquanto a parte do motor de combustão interna funciona da matriz, em Sakura, no Japão. A AVL, empresa austríaca especializada em motores e que trabalha junto da Red Bull em outros projetos, já foi chamada para oferecer suporte ao programa quando necessário.

HELMUT MARKO; RED BULL;
Helmut Marko começou a falar (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

De acordo com Marko, o preço de uma operação própria não será muito maior que adquirir unidades de força de outra fábrica, como a Red Bull fez durante tanto tempo.

“As escavadeiras podem começar a funcionar. Fizemos algumas contas e cálculos relacionados aos custos. É um investimento feito somente uma vez no prédio e, acima de tudo, em bancos de testagem. Os custos de operação, entretanto, não serão maiores que se tivéssemos comprado os motores com outra fábrica. Talvez custe um pouco mais, mas nada significativo”, prosseguiu.

O braço-direito de Dietrich Mateschitz, entretanto, deixou a porta aberta para alguém que queira adquirir os naming rights do motor, como fez a TAG Heuer nos últimos anos da parceria da equipe austríaca com a Renault, quando a relação entre ambas azedou: o motor vinha da marca francesa, mas era rebatizado com o nome da gigantes dos relógios. “Claro que o patrocinador não pode ser outra fábrica de carros, mas quem sabe outra companhia interessada”.

Ainda segundo Marko, o fato de ter uma produção de motor e chassi coordenados poupa trabalhos que seriam obrigatórios em outras situações. No fim, o congelamento que serviu ao propósito da Red Bull é visto como positivo para todo o grid.

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“Faremos um motor que será coordenado com o trabalho do pessoal do chassi e que otimizado dos dois lados. Se tivéssemos um motor da Renault, por exemplo, seríamos forçados a [comprometer] nosso chassi, radiador e outros componentes para funcionar com o projeto deles”, apontou.

“O congelamento não é boa notícia somente para nós, mas toda a Fórmula 1, de maneira geral. Reduz custos consideravelmente”, finalizou.

A partir de 2025, porém, os motores da Fórmula 1 serão bastante diferentes. E, desta feita, a Red Bull pretende trabalhar ao lado de uma nova fornecedora de motor. O nome da Porsche tem sido falado nos meandres da F1 com a companhia alemã participante de reuniões recentes relacionadas ao Mundial, segundo informou o site inglês RaceFans.

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