Red Bull dá recado à Mercedes: “Quando você faz o certo, as pessoas te apontam o dedo”

Christian Horner afirmou que a Mercedes enxerga, sim, a Red Bull como uma ameaça na temporada 2021 da Fórmula 1

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Christian Horner aproveitou as férias da Fórmula 1, marcadas com a chegada do verão europeu, para fazer um balanço da temporada da Red Bull até aqui. Principal postulante a desbancar o domínio da Mercedes, a equipe de Milton Keynes, hoje, está abaixo da rival na tabela do Mundial de Construtores depois das 11 primeiras corridas na temporada 2021, mas provou que pode, sim, incomodar a equipe anglo-alemã e partir para a conquista do título, algo que não acontece desde 2013. Nesta primeira parte da temporada, a Red Bull liderou até antes do GP da Hungria e partiu para as férias com 291 pontos, contra 303 da Mercedes. Com cinco vitórias até agora no campeonato, Max Verstappen responde por 187 dos tentos da equipe dos energéticos.

Em entrevista à revista britânica Autosport, Horner citou a vantagem que a Red Bull criou a partir do GP de Mônaco, quando teve início uma sequência de cinco vitórias seguidas, encerrada após as caóticas corridas na Inglaterra e na Hungria. O dirigente reconheceu que sua equipe entendeu melhor as mudanças de regulamento para esta temporada e que a evolução da Mercedes foi apenas uma resposta à evolução do RBR16B.

“Eles [a Mercedes] colocaram uma energia absurda nisso, mais do que todos poderiam esperar. Isso mostra que eles nos enxergam como uma ameaça. Creio que quando você está fazendo algo correto, as pessoas começam a apontar o dedo para você”, afirmou.

“Obviamente, fomos beneficiados por conta das mudanças em alguns elementos de transição. O fato de que a relação disso se acertou, que entendemos onde tínhamos problemas e o que era necessário para consertar. Isso, com certeza, foi um elemento chave para os primeiros seis meses deste ano. Estávamos preocupados com o que iria acontecer com as regras, que teriam um grande impacto nos carros de rake alto [ângulo de inclinação do assoalho]”, seguiu o taurino.

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CHRISTIAN HORNER; TOTO WOLFF; RED BULL RING;
Christian Horner e Toto Wolff: os dois rivais lado a lado (Foto: Bryn Lennon/Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Foi uma combinação de fatores: conseguimos compreender nossos problemas, conseguimos contornar muitos deles e criar um projeto mais acertado. Isso tudo combinado com o fato de que a Honda entregou neste ano o motor que estava planejado para 2022, já que é a última temporada deles na Fórmula 1. Foi um trabalho hercúleo deles, e isso proporcionou que tudo se encaixasse. Do ponto de vista geral, da utilização de potência, acho que eles fizeram um bom trabalho. E é aí que acho que a Mercedes comprometeu um pouco essa proporção neste ano”, analisou.

Em uma temporada com enredo destoante das demais vistas na era híbrida, dominada pela Mercedes desde o início, em 2014, Horner celebrou a volta da Red Bull ao protagonismo e projetou uma segunda metade de temporada ainda mais acirrada na briga pelo Mundial.

“Conseguimos seis vitórias até aqui neste ano, o que é um recorde fenomenal, mais do que conseguimos vencer nos últimos anos. Isso é algo que está deixando o campeonato interessante para todos. Foram sete longos anos onde fomos coadjuvantes. Conseguimos ganhar corridas na estratégia e quando as coisas se alinharam para nós, mas não conseguimos manter uma campanha sólida. Agora temos tudo em nossas mãos: um chassi que se comporta muito bem, um motor que está entregando o esperado e um piloto que está no auge da performance e experiência”, listou Horner ao fazer menção a Max Verstappen.

“Agora temos apenas de ir melhor do que fomos na primeira metade da temporada. Temos de continuar fazendo o que fizemos até aqui. Teremos pela frente alguns desafios dentro e fora das pistas, mas temos de seguir nosso ritmo e tentar maximizar a performance como equipe em cada sessão, cada classificação e cada corrida. Mas é inevitável: quando chega o fim do campeonato, o sarrafo sobe. Temos apenas de encarar uma etapa de cada vez. Mas quanto mais próximo do fim você chega, a pressão aumenta”, concluiu.

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