Red Bull vê decisão difícil ao rebaixar Tsunoda e mantém porta aberta: “Nunca se sabe”
Chefe da Red Bull, Laurent Mekies disse que não renovar com Yuki Tsunoda foi uma escolha muito difícil. No entanto, o francês não descartou a possibilidade de um retorno
Depois de completar 20 corridas ao lado de Max Verstappen, Yuki Tsunoda não conseguiu convencer a Red Bull de que merecia seguir na equipe na temporada 2026 da Fórmula 1. Laurent Mekies, chefe do time, disse que rebaixar o japonês foi uma decisão muito difícil, mas deixou a porta aberta para um possível retorno.
Tsunoda foi apenas mais um que não conseguiu acompanhar o ritmo do tetracampeão na Red Bull. Substituiu Liam Lawson, que fez apenas duas corridas pela equipe e não conseguiu sair das últimas posições.
Apesar de ter resultados melhores que o antecessor, Yuki teve muita dificuldade com o RB21 e por diversas vezes sequer terminou perto da zona de pontuação, o que culminou na 17ª posição no Mundial de Pilotos. Com isso, foi rebaixado ao cargo de piloto reserva e de testes, enquanto que Isack Hadjar assumirá o segundo carro da equipe taurina na próxima temporada.
Ao refletir sobre a decisão, Mekies — que já havia trabalhado com o piloto do #22 anteriormente na Racing Bulls — admitiu que não foi uma escolha fácil e espera vê-lo de volta ao grid da F1 em algum momento.

“Foi uma decisão muito difícil de tomar. O segundo assento da Red Bull não é fácil. Temos um carro difícil de pilotar. E, claro, fizemos tudo o que podíamos para apoiar Yuki”, declarou Laurent.
“Em algum momento, tivemos de fazer uma escolha difícil sobre o que esperávamos para os próximos anos. Espero, e acredito, que Tsunoda tenha outra chance. Ele será nosso piloto reserva no próximo ano”, salientou Mekies, que em seguida não descartou a possibilidade de o japonês retornar à equipe no futuro.
“Nunca se sabe o que vai acontecer. No passado, ficamos bastante conhecidos por tomar decisões rápidas sobre os pilotos”, reconheceu.
“Lembro-me de um momento: no final da temporada 2024, Yuki estava pilotando muito bem. Foi muito difícil para ele aceitar que Liam estava sendo promovido para a equipe principal. Tsunoda entrou nas férias pensando se algum dia teria uma chance. Ele voltou e nós, com a equipe da época, estabelecemos o objetivo de maximizar tudo, de almejar o máximo. Três corridas depois, tornou-se piloto da Red Bull”, recordou.

“Então, nunca se sabe o que o futuro reserva. Tenho certeza de que todo mundo já passou por contratempos – às vezes alguns bem difíceis. Esse é um revés para Tsunoda. Mas estou confiante de que ele tem muito potencial para ter outra oportunidade”, finalizou Mekies.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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