Renault admite que foi ingênua no retorno como equipe à F1 e diz que 2016 foi abaixo da pior expectativa

O diretor-esportivo da Renault, Cyril Abiteboul, reconheceu que a Renault não estava pronta para voltar à F1 como equipe de fábrica e foi ingênua. Mas mesmo assim, jamais poderia imaginar que, um ano e meio depois do projeto ser mapeado, continuaria um mundo atrás de outras equipes

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O diretor-esportivo da Renault, Cyril Abiteboul, assumiu as pancadas que a marca francesa tomou um ano atrás, quando apenas fornecia motores para a F1 e não estava agradando a Red Bull. Se tornou parte importante do retorno da fábrica como equipe da F1, mas depois de quase um ano reconhece que o retorno não foi feito de maneira ideal.

 
Abiteboul reconhece que a Renault foi ingênua ao levar para a temporada um projeto de carro um tanto quanto antigo e que não teve tempo o suficiente para se moldar a um motor muito atualizado projeto na fábrica francesa em Viry-Châtillon. A Renault sabia que não tinha grande potencial em mãos, mas jamais teria vislumbrado passar o ano todo nas últimas colocações do grid.
 

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" O carro que estamos usando não é desse ano, mas mais ou menos projetado no inverno de 2014/15, ao qual adicionamos no último momento a introdução forçada do motor Renault", disse. "Então claramente não foi a melhor gestação imaginável, mas ainda não podíamos pensar que 18 meses depois ainda estaríamos tão distantes dos outros carros. Talvez tenhamos sido um pouco ingênuos, mas já passou", seguiu.

"O que é mais importante nesse caso é manter nosso pensamento em uma base de corrida por corrida e sermos otimistas em relação ao próximo ano, mantendo a motivação alta para os dois times [chassis em Enston e motor em Viry] e continuar a apontar na direção certa", seguiu.

Cyril Abiteboul, diretor da Renault (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O que resta para não desistir do ano, então, é traçar metas. Com sete pontos no Mundial de Construtores, à frente apenas de Manor de Sauber, a Renault quer ganhar mais uma posição e terminar o ano no oitavo posto – hoje pertencente a uma Haas de 28 tentos. Mas mesmo assim, Abiteboul não acredita muito.
 
"A meta para terminar o ano seria brigar pela oitava posição no campeonato, que é a única que podemos mirar. Na minha opinião, será um desafio complicado porque claramente o pacote da Haas é mais competitivo que o da Renault. Não vejo como vamos fazer pontos o bastante para conseguir isso, mas é o que dá para fazer de meta, então vai seguir sendo a meta", encerrou.
 
O Mundial de F1 segue nesta semana, com o GP da Malásia.
 
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