Renault alerta e vê aproximação entre F1 e F-E prejudicial: “Cada categoria deve ter suas características”

Cyril Abiteboul crê que a aproximação entre a F1 a F-E pode ser prejudicial para as categorias. O diretor-geral da Reanult alertou que cada categoria deve ter sua característica distinta, e assim apresentar um ponto de venda para as fábricas poderem optar por qual competição investir

 

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A F1 e a F-E não deveriam seguir no mesmo caminho do automobilismo, ao menos é o que acredita Cyril Abiteboul. O diretor-geral da Renault afirmou que cada categoria deve ter suas características claras para serem viáveis.
 

Em 2014 foram introduzidos os motores híbridos na F1. A medida foi reconhecida como uma tendência para a categoria ter relevância para os carros de rua, e caso siga esse caminho, tornar-se uma fórmula elétrica, como a F-E.
 
Para o dirigente da Renault, a convergência entre as categorias seria prejudicial. “É um exercício de equilíbrio bastante difícil, e você precisa olhar para a F1, é claro, em um contexto maior do que da F-E e de competições de endurance”, explicou.
 
“Precisamos ter a certeza de que cada categoria se destaca por um motivo, e que há um ponto de venda claro para um fabricante optar por uma ou outra. Na Renault ocupamos uma posição particular onde estamos tanto na F1 quanto na F-E”, continuou.
Nico Hülkenberg (Foto: Renault)
“Vemos enormes diferenças entre as duas fórmulas. O que sinto é que não seria bom se tudo seguisse para uma mesma direção, pois então não teria sentido ter duas categorias diferentes, não seria sustentável”, completou.
 
Cyril seguiu o seu discurso afirmando que deve ser feito um importante debate para discutir a real necessidade da F1 ser relevante para os carros de rua. “Eu aceito completamente que deve existir um debate. Não acho que existe uma só resposta boa para isso. A única coisa que temos que ter em mente é que temos que fazer uma avaliação abrangente da situação”, disse.
 
“E isso pode ser que a F1 não precisa ser relevante para as estradas, mas então precisamos estar preparados para perder o apoio de todas as pessoas que acreditam que a categoria precisa ser relevante para as ruas. E isso não são apenas os fabricantes de carros, como também os fornecedores de petróleo”, explicou.
 
“Estamos conversando com vários parceiros como a Microsoft, que está lá por outras razões, pois a F1 está indo em uma direção que eles não acreditam que seja necessariamente importante para as ruas, mas para a sociedade. Isso tudo deve ser levado em conta”, encerrou.
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