Renault introduz medidas para evitar novos abandonos, mas evita falar em garantia por “logística difícil de corridas seguidas”
Após problemas com três dos quatro carros equipados com motor Renault no GP da China, a montadora francesa adotou medidas para evitar abandonos no Bahrein. Fabricante, entretanto, não deu garantias de sucesso, uma vez que o tempo entre as etapas de Xangai e Sakhir foi muito curto
Após problemas com três dos quatro carros equipados com motores Renault no GP da China, a montadora francesa decidiu introduzir algumas medidas que tem como objetivo evitar falhas que resultem em novos abandonos.
Apesar do empenho da Renault, Cyril Abiteboul, diretor-esportivo da marca, reconhece que, por conta do curto intervalo de tempo entre as provas da China e do Bahrein, é impossível garantir que os problemas não vão se repetir.

Cyril Abiteboul afirmou que a Renault trabalhou para evitar abandonos no Bahrein (Foto: Getty Images)
“Nós fizemos um progresso real desde a Austrália no que fiz respeito à performance e dirigibilidade, e é frustrante que os problemas de confiabilidade de Xangai tenham encoberto isso”, disse Abiteboul. “Nós não encaramos as questões que temos visto com tranquilidade, mas demos genuínos passos à frente e agora precisamos focar no nosso contínuo programa de melhorias enquanto trabalhamos em paralelo com os nossos problemas de confiabilidade”, seguiu.
“No curto tempo desde o GP da China, nós checamos e revisamos os sistemas e procedimentos para implementar soluções para a próxima corrida, no Bahrein”, explicou. “Por conta da logística de corridas seguidas, uma garantia completa será difícil, mas nós fizemos algumas melhorias para evitar os abandonos que vimos na China”, completou.
Diretor de operações da Renault, Remi Taffin explicou que a marca francesa já conhecia alguns dos problemas que afetaram dos seus clientes durante a corrida de Xangai.
“Assim como otimizar a performance, uma parte significativa da nossa preparação para essa corrida foi e continua sendo a análise dos problemas da China”, comentou. “Como consequência, teremos de tomar algumas decisões de última hora. Nós agora sabemos que as falhas nos motores de combustão interna de [Daniil] Kvyat e [Max] Verstappen são diferentes e, infelizmente, uma delas era conhecida, mas construída quando o motor de combustão interna foi introduzido”, seguiu.
“O outro ainda precisa ser completamente explicado e um reparo temporário será usado em Sakhir”, concluiu.
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