Renault marginaliza engenheiros da F1 e debandada é questão de tempo
Audi, Ferrari e Red Bull já estão em contato com alguns funcionários da Renault para seus programas pensando em 2026, quando passa a valer o novo regulamento da categoria
A confirmação do encerramento da produção de motores para a Fórmula 1 já provoca movimentações internas importantes na Renault. Embora a montadora francesa tenha garantido que não vai demitir o grupo de trabalhadores especializado na produção de unidades de potência para a categoria, mas sim transferi-los para as instalações da Hypertech Alpine, na fábrica de Viry-Châtillon, muitos deles estariam dispostos a seguir outros projetos, ainda dentro da F1.
De acordo com a revista alemã Auto Motor Und Sport, os trabalhadores se sentiram traídos após o fim da produção e já procuraram outras equipes para trabalhar. Audi, Ferrari e Red Bull já estão em contato com alguns deles para seus programas pensando em 2026, quando passa a valer o novo regulamento da categoria. Na Ferrari, alguns já fizeram, inclusive, entrevistas de emprego, segundo a revista.
Os italianos entendem que podem obter informações valiosas, já que há um motor protótipo em fase de testes na fábrica da Renault desde junho. Outro fator determinante seria o movimento de contratar profissionais experientes a fim de evitar que as equipes adversárias se reforcem com parte do time de Viry-Châtillon.
A decisão dessas equipes é acertada? E o que vai sobrar da Renault? Kaio Esteves analisa.
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