F1

Responsável pela criação do Hans no início da década de 1980, engenheiro Hubbard morre aos 80 anos

O automobilismo perdeu um dos grandes responsáveis pelo aumento da segurança dos últimos anos. Robert Hubbard, engenheiro responsável pela criação do Hans, morreu aos 80 anos

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
O mundo do automobilismo perdeu um importante nome que contribuiu de forma vital para a segurança. Na última terça-feira (5), o doutor Robert Hubbard, engenheiro responsável pela criação do Hans, morreu aos 80 anos.
 
Hubbard, que foi professor na Universidade de Michigan até sua aposentadoria, em 2006, criou o dispositivo de segurança em colaboração com seu cunhado Jim Downing, que também foi campeão da SportsCar.

“Estamos muito tristes por dizer que o doutor Robert Hubbard, inventor do dispositivo Hans, morreu na noite passada em sua casa, rodeado de seus entes queridos. Seu invento tem sido o avanço mais importante em segurança dos últimos 20 anos e salvou muitas pessoas de lesões ou consequências piores”, informou o comunicado de sua companhia Hans.

“Desejamos pêsames para sua família e amigos. O invento de Bob realmente mudou a segurança no automobilismo, era uma pessoa com um grande coração, disposto a ajudar a qualquer um que precisasse. Vamos sentir sua falta”, completou
Hoje, o Hans faz parte da vida dos pilotos (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
O doutor sempre esteve bastante envolvido com a segurança muito antes de ter criado o Hans. Depois de muito estudo, Robert e Downing perceberam que os pilotos morriam em acidentes por não terem seus pescoços contidos, o que resultava em uma fratura basal craniana.
 
O início de suas pesquisas teve fundos limitados, com uma pequena concessão do estado de Michigan. Em 1985, Hubbard anotou a primeira patente, e Downing correu com o protótipo pela primeira vez em Daytona, no final do ano seguinte e apesar de terem enfrentado certa resistência em um primeiro momento, jamais desistiram do dispositivo. Com o tempo, conseguiram evoluir o projeto e aperfeiçoar a invenção, que se tornou uma peça mais prática do que a original.
 
Na F1, o interesse pelo Hans surgiu por parte da FIA e do professor Sid Watkins, preocupados com a segurança da categoria após as mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzemberger no GP de San Marino de 1994. O dispositivo foi adotado em definitivo em 2003. Gerhard Berger testou uma versão no começo de 1995 com a Ferrari e Hubert Gramling, engenheiro da Mercedes, também realizou diversos testes.
 
Hoje, muitas outras categorias também passaram a adotar o Hans, como a Indy e Nascar, e as vidas salvas por Hubbard no decorrer dos anos vão seguir como seu grande legado no automobilismo.