Rosberg decepciona com resultados e comportamento e só precisa de uma coisa no resto da temporada: reagir

Principal adversário de Lewis Hamilton na disputa pelo título, Nico Rosberg faz, até aqui, temporada bem decepcionante. Apático e com resultados pouco expressivos, o alemão precisa de reação imediata e grande desempenho na segunda metade do campeonato se quiser o caneco inédito

Nico Rosberg era um dos pilotos que mais atraíam olhares antes do início da temporada 2015. O motivo era bem simples: todos queriam saber como o alemão iria lidar com a perda de um título mundial do qual esteve tão perto poucos meses antes.
 
Passadas dez provas, quem vem acertando a previsão são aqueles que diziam que Rosberg voltaria à ativa abalado e, de certa forma, até resignado com os melhores resultados do rival e companheiro de equipe Lewis Hamilton.
 
Até aqui nada ameaçado em seu posto na grande equipe da atual F1, Rosberg por vezes parece passivo demais e, mesmo com um ou outro lampejo, não demonstra a confiabilidade necessária para sagrar-se campeão.
 
Entretanto, se o comportamento de Rosberg não é o de um piloto vencedor, os resultados não permitem que o germânico seja descartado. Com metade do campeonato pela frente, são apenas 21 pontos de distância entre Hamilton e Rosberg.
Nico Rosberg precisa de uma segunda metade de temporada excelente para ser campeão (Foto: AP)
Logo na primeira prova do ano, Rosberg não passou nenhuma confiança. Na dele, o alemão não chegou a ser uma grande ameaça à primeira vitória de Hamilton, conquistada em terras australianas.
 
Na Malásia, sejamos justos, Rosberg não teve muito o que fazer. É bem verdade que o alemão poderia ter batido seu companheiro de equipe para ser segundo, mas o que Sebastian Vettel e a Ferrari fizeram foi nada menos que dar um baile na concorrente prateada. A primeira vitória alemã de 2015 saía, mas não era Rosberg o responsável por ela.
 
Na China, ainda que tenha tido mais uma atuação apática e, novamente tenha sido batido por Hamilton, Rosberg demonstrou ter sangue na veia. É bem verdade que ficou meio ridículo gravando vídeo para responder um fake e também reclamando excessivamente do companheiro. Porém, o copo meio cheio é que demonstrou algum interesse na disputa e no campeonato que seguia completamente aberto, afinal, eram apenas três provas.
 
Então veio o GP do Bahrein – palco de disputa épica entre Rosberg e Hamilton em 2014 – e as coisas só ficaram piores para o do carro #6. Ficando impressionantes 27 pontos atrasado em relação a Hamilton, o alemão teve problemas nos freios e até o segundo lugar perdeu para um improvável Kimi Räikkönen.
Nico Rosberg pouco fez no GP do Bahrein (Foto: AP)
Ao sair da Espanha, após fechado o primeiro quarto de campeonato, Rosberg parecia estar acordando. Com a primeira – até aqui única, inclusive – pole e a primeira vitória, o alemão dava seu primeiro sinal vital em 2015.
 
E em Mônaco a reação continuou, com a segunda vitória em duas etapas na Europa e, de quebra, o auxílio do compatriota Vettel, que terminava a prova na frente de Hamilton, líder de boa parte da corrida e indo para uma inexplicável última parada nos giros finais.
 
No Canadá, Rosberg voltou a ter momentos de mais baixos que altos. Novamente sem incomodar muito Hamilton, o alemão viu o companheiro vencer com tranquilidade e sequer se destacou pelas ultrapassagens, diferentemente de Felipe Massa e, para variar, Vettel.
 
O renascimento parte II do alemão aconteceu na Áustria. Largando bem e superando o oponente, Rosberg ditou o ritmo da corrida e venceu com autoridade, indicando que, talvez, conseguiria bater com frequência o companheiro de Mercedes.
 
Na Inglaterra, as Mercedes tomaram um grande susto com as Williams aparecendo com força no início da prova. Sem conseguir se aproveitar da vantagem que tinha para Hamilton nas primeiras voltas, Rosberg só passou os carros do time de Grove e terminou novamente atrás do companheiro.
Silverstone também não foi palco de grande corrida de Rosberg (Foto: AP)
Aí veio o caos. Em corrida maluca em Budapeste, Rosberg falhou ao não partir para cima de Vettel quando ambos vinham nas primeiras colocações e, tão inerte era, sofreu pressão de Daniel Ricciardo e acabou tocando com o australiano. Resultado: pneu furado e um modestíssimo oitavo lugar, atrás até de Hamilton que vinha muito mal.
 
Por incrível que pareça, o GP da Hungria ainda pode servir de alento para Rosberg. Mesmo com péssima atuação e resultado ainda pior, a Mercedes mostrou-se passível de erros e resultados abaixo dos normais o que, para quem vem atrás, pode acabar virando trunfo para reação.
 
Certo é que a temporada volta em duas pistas de alta após as férias. Com retrospecto melhor que o de Hamilton na Europa até aqui, é hora de Rosberg esquecer o passado e pisar fundo para, quem sabe, descontar essa diferença e sair da Europa vivíssimo na busca do inédito caneco.

Precisando de uma segunda metade de campeonato quase que perfeita, Rosberg aposta nos novos procedimentos de largada e nos desempenhos em provas para poder superar o companheiro.

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