Russell inicia despedida a “gente boa” Kubica: “Vou sentir falta”

George Russell teve em Robert Kubica seu primeiro companheiro de equipe na F1. De saída do grid ao fim da temporada, o polonês sai de cena como um grande mentor do início de trajetória do prodígio britânico, que vai ter novo colega em 2020 na Williams

A primeira temporada de George Russell como piloto da F1 está perto do fim, e o prodígio britânico já começou a se despedir do seu primeiro companheiro de equipe no Mundial. Robert Kubica está de partida da Williams e do grid em 2020, mas é possível que o polonês siga de alguma forma no paddock, sendo apontado nas últimas semanas com chances de assinar com a Racing Point para assumir como piloto reserva.
 
Com apenas 21 anos, Russell destacou o bom relacionamento que teve ao longo da temporada com Kubica, que vai completar 35 no próximo dia 7 de dezembro. O polonês voltou ao grid oito anos depois de ausência em razão, principalmente, do grave acidente sofrido no Rali Ronde di Andora, em 2011, quando vivia o auge da carreira na F1.
 
Em entrevista ao site britânico ‘Race Fans’, Russell exaltou as qualidades do polonês e revelou: teve em Kubica um grande professor no seu primeiro ano na F1.
George Russell e Robert Kubica lado a lado no GP do Bahrein (Foto: Williams)
“É um cara muito gente boa”, disse o jovem. “Ele sabe demais da parte técnica dos carros e aprendi muito do seu feedback que ele dá aos engenheiros e como é seu trato com eles. Ele me mostrou no que tenho de melhorar para ser um piloto mais completo”, ressaltou.
 
Ainda no primeiro semestre, Kubica chegou a reclamar para a Williams pelo fato de não ter o mesmo desempenho do companheiro de equipe. O time de Grove efetuou a troca de chassis, mas o fato é que a performance do polonês foi inferior a de Russell na maior parte do ano, a ponto de o placar na classificação ser de 20 a 0 para o prodígio britânico.
 
De qualquer forma, Russell negou qualquer problema de relacionamento com o colega. “Tenho uma relação muito boa com Robert. Nos damos bem e, absolutamente, vou sentir falta dele no ano que vem”, complementou.
 
Apesar da superioridade mostrada por Russell ao longo de 2019, o único ponto marcado pela Williams até agora é de Kubica, que terminou em 12º no insano GP da Alemanha, mas subiu para décimo depois que a direção de prova puniu a dupla da Alfa Romeo, Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi.

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